terça-feira, 15 de dezembro de 2009

cidade

Metamorfose ambulante
Novas ruas criadas
Velhas ruas transformadas.
Para o presente ter espaço
Alguns passados são demolidos,
Outros apenas recordados.
Cores, cheiros,
Letreiros, canteiros
Tamanhos
Caminhos.
Uma desordem regrada
No espaço urbano.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Na praça

Chapéus de palha choram violões
Bocas flauteiam infância
Bateria palpita corações.

Cada árvore, uma melodia
Cada sorriso, uma melancolia
Cada lágrima, uma alegria.

Mãos dadas namoram
Mãos pequenas brincam
Mãos enrugadas recordam.

Os cafés saboreiam
O domingo na praça.

Choro na Praça

Domingo foi dia de festival na praça. O Chorando Sem Parar, que já está virando tradição! Esse ano, os homenageados foram o já falecido Sivuca, e o grande Hermeto Paschoal!
À tarde fui até a praça para namorar um pouquinho ao som do chorinho (e comer brigadeiros de padaria). Encontrei amigos no meio do povo, assistimos um pouco das apresentações juntos até eles irem embora. Continuamos lá por mais um tempo, e ouvi a música "João e Maria", do Chico - ficou muito bonita. Já disse em outro post que essa música lembra minha infância, batendo um saudosismo gostoso.
Bem... fui pra casa, tomei banho, e meus amigos ligaram, falando que estavam na praça novamente. Fui até lá, e meus pais apareceram mais tarde. Meu pai cansou e voltou pra casa, e minha mãe continuou lá comigo.
Digamos que o céu tenha se contido durante todo o dia, mas, ao ver Hermeto, ele não resistiu e desabou. Uma chuva forte, que ensaoiu o dia todo pra cair!
Pois bem... ainda bem que eu estava com minha super sombrinha, pra pelo menos não molhar a cabeça... chegamos em casa encharcadas! Mas valeu! O show estava muito bom!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Chorando sem parar

Domingo, dia de Choro na praça.
Só espero que o céu não se emocione,
E queira chorar também...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Tempo não Pára

Ontem acordei com essa música do Cazuza na cabeça. Então, resolvi postá-la aqui.


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

domingo, 29 de novembro de 2009

Palavras na calmaria

Às vezes é difícil escrever. Não porque não haja assunto, ou porque não haja vontade. Apenas porque as palavras não saem.
E é interessante constatar como o sofrimento gera produção. Muitos dos poemas que escrevi aqui eu fiz quando estava triste ou incomodada com alguma situação, algum sentimento. Claro que também escrevi textos quando estava bem, feliz, alegre. Mas a tristeza é mais comovente, é mais chamativa, mais envolvente. O ser humano gosta de ler sobre a dor, talvez para encontrar conforto, para se familiarizar, perceber que o outro também sente, chora, dói.
Há mais de uma semana sem escrever, senti-me um pouco na obrigação de deixar algumas palavras digitadas no blog. Até porque me incomoda demais o fato de produzir pela dor. Creio que a alegria também é produtiva. Mas acho que a maior barreira de não escrever quando estou bem é o medo de parecer melosa, boba.
Enfim...
Sei que na vida há momentos de felicidade e de melancolia, e no momento estou na primeira opção. Como diz o ditado, "depois da tempestade, a calmaria". No entanto, hoje sinto-me vivendo uma calmaria diferente. Como se o barco seguisse tranquilo, mesmo sem saber seu destino.

sábado, 21 de novembro de 2009

À dois

Tua boca
Meu peito
Minha fala
Teu jeito
Mãos minhas
São tuas
Tua respiração
No meu corpo

Meu carinho te faz cócegas
Depois do prazer.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Entrelinhas

Minha vida é um livro aberto
Apenas escrito nas entrelinhas.

sábado, 14 de novembro de 2009

Bastardos Inglórios

Uma história real distorcida por Tarantino.
Como todos os seus filmes, esse é sanguinário, bizarro, com muito humor negro.
Uma crueldade requintada e ao mesmo tempo escrachada.
Muito bom!! Assistam!

sábado, 7 de novembro de 2009

Roteiro primeiro

Apresentação virtu(re)al
Para primeiras conversas
À noite um barzinho
Para primeiros olhares
Conversas de mesa
Para primeiros beijos
Grande tela
Para primeiro escurinho.

Um roteiro que se repete
Para primeiros encontros.
Em todo o mundo
Para primeiros romances
E quantos mais se seguirem.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dia diferente

Segunda foi feriado. Hoje também. Por isso, o chefe liberou o pessoal de trabalhar na terça. Fui então com meu primo, sua noiva e mais uma amiga para um parque aquático em Olímpia. Que delícia! O dia estava lindo - céu azul, sol e calor, do jeito que eu gosto. A viagem foi tranquila, até chegarmos à agência de turismo. Depois de comprarmos oos ingressos, pedimos orientação para chegar ao parque. Cruzamos os quatro cantos da cidade até conseguirmos achar o dito cujo!
Chegamos, estacionamos o carro, e vimos muitos carros vindos da mesma cidade que a gente. Feriado prolongado tem dessas coisas, né? Claro que encontramos conhecidos lá! O parque não estava lotado, mas havia bastante gente. Conseguimos aproveitar muito!!!! Como fica numa região de termas, todas as piscinas são naturalmente de águas quentes! Muitas piscinas com toboágua, outra que imita rio - com correnteza e tudo - e outra que imita praia - com ondas! Também tinha a piscina da sonolência, onde você pode ficar esticado em uma espreguiçadeira, semi submerso. Uma maravilha! Super relaxante! Aproveitamos muito, o dia todo!
Decidimos tomar um banho antes de ir embora, mas devo confessar que foi um tanto difícil... Não havia onde colocar shampoo, sabonete, onde pendurar toalhas... nós fizemos um revezamento, enquanto uma tomava banho a outra olhava as coisas e ia passando sabonete e etc para a que estava debaixo d'água. Ah! Detalhe: o chuveiro funcionava como aquelas torneiras de pia que permanecem por um tempo abertas, e depois desligam! Malabarismos mil para tomar banho. Depois disso tudo, pegamos a estrada de volta para casa. Foi ótimo!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Imparidade

Meus anos ímpares tem sido sem par.
Um aprendizado solo,
Numa passagem de apenas dois pés.
Os desejos são muitos,
Porém não mútuos.
O olhar caminha solitário
e as mãos não se abraçam.
Anseio por números que somados
Possam ser divididos por inteiro.
Que não sejam fracionados
Em partes desiguais.
Quero o par, mesmo em anos ímpares.

domingo, 1 de novembro de 2009

Balada Descompromissada

Olhos balançam ao som do pop-rock.
Ouvidos cochicham alto,
Mas algumas bocas não se ouvem.
Lado a lado,
A proximidade distante.
O pop-rock continua
E olhos balançam.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dor de Garganta

Hoje fui ao otorrino. Há uma semana senti minha garganta inflamada (praticamente um ovo de codorna entalado nela - exagerada quase nada, né?). Bem...o fato é que fui ao otorrino. Ele constatou a infecção e receitou o medicamento.
À noite, antes de tomar, fui ler a bula. Sabe, bula não é feita para ler. Afinal, há muito mais reações adversas do que benefícios que o remédio traz. Você cura a infecção de garganta, mas pode ganhar uma diarreia, dor de cabeça, passar mal do fígado, ter coceira, ficar com a pele vermelha, ou até roxa de bolinhas amarelas. E, ainda assim, tem que tomar o remédio, na esperança que ele resolva seu problema.
Fiquei pensando... na vida enfrentamos tantas adversidades, na esperança de um plano ou sonho dar certo... será que não seria a mesma lógica? Muito suor, dor, para um propósito bom? Vale à pena? ALgumas vezes sim, outras vezes não. Mas só percebemos depois de tentar.
Então, engulo o remédio, torcendo para não ir correndo para o banheiro no meio da noite. E para a garganta sarar, é claro.

sábado, 24 de outubro de 2009

Le Fabuleux Destin d'Amelie Poulain

Há uns anos eu assisti a esse filme que se passa em Paris. Acabei de revê-lo. A história de Amelie que, desde criança, deixou a imaginação tomar conta de sua vida. Imaginava as mais diversas histórias para situações do cotidiano. Um dia, ao encontrar uma caixinha escondida num buraco de seu banheiro, sua vida se transforma. Disposta a encontrar o dono da caixinha, ela acaba encontrando muitos outros segredos de pessoas que vivem à sua volta. A vontade de levar um pouco mais de cor e imaginação para as pessoas à sua volta, faz com que Amelie interfira com sutileza em suas vidas. E em sua própria vida.
Um filme doce, meigo, delicado!! Um fabuloso destino, sem dúvidas!