quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fragilidade

9 meses amparado no ventre.
Tropeços, para aprender a caminhar.
Brincadeiras, desafios.
Estudo.
Começar a vida com seus próprios pés.
Mas a vida é cheia de surpresas.
E agora faltam pés para caminhar na terra.
Mas os passos que está dando não precisam deles.
Certos aprendizados precisam apenas da sensibilidade da alma.
Fragilidade e força.
E a força não está no corpo, como muitos pensam.



sexta-feira, 27 de junho de 2008

Saudade

Saudade...
O amor na ausência,
O amor na essência.
Cabeça ausente, em busca da presença.
Pessoa no pensamento.
Movimento acelerado no coração.
Quando o verei?



segunda-feira, 23 de junho de 2008

1 ano

Hoje fez 1 ano.
1 ano de virada.
1 ano de mudanças bruscas.
1 ano de aprendizado.
Há 1 ano estava desesperada.
Mas, ainda bem, 1 ano passou.
E bem antes que completasse 1 ano, a angústia teve fim.
E sábado, dois dias antes de fazer 1 ano, fiz 3 meses.
3 meses de pura alegria, amor e paz!
Ainda bem que fez 1 ano.
Ainda bem que mudanças aconteceram.
Ainda bem que aprendi, e que me desesperei.
Porque se não acontecesse o que aconteceu há 1 ano,
não saberia tanto sobre mim.
Não teria hoje, tanta poesia em meu coração!
É, poeta... hoje agradeço pelo que passei.
Hoje comemoro 1 ano de liberdade de alma.
E 3 meses de alegria no coração!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Gripe

Gripe. Detesto ficar gripada!
É perder dois sentidos de uma vez.
Lasanha e sopa de pedra.
Rosa e lixo.
Desnorteio da falta de gostos e cheiros.
Engano-me na farmácia, à procura das curas milagrosas que aparecem na TV.
Tento resgatar meu paladar e olfato, em vão.
Daqui uns dias tudo volta ao normal.
Enquanto isso, tateio tudo à minha volta, fico cega de gostos e surda de cheiros.

terça-feira, 17 de junho de 2008

frio

Frio. Muito frio.
O corpo pede um cobertor.
Mas nem sempre o cobertor atende ao corpo.
Coração bate. Bate forte, e aquece o corpo.
E o que faz o coração que não tem calor?
Sofre de frio da alma, que nem cobertor dá jeito.


Ligações

É, eu sei... faz tempo que não escrevo... até o poeta me cobrou hoje: " faz tempo que vc não escreve no seu blog, né?". Ia escrever no fim de semana, mas acabou passando. Ok.
Na sexta-feira passada, quando estava pegando o ônibus para a terra da garoa, prestei atenção nos celulares. Há dois momentos de pico de toques esquisitos, engraçados, irritantes - o primeiro é logo que o ônibus sai, e o segundo é quando estamos perto do ponto de chegada. Claro que sempre há um celular que toca durante a viagem, mas as maiores incidências de ligações são nesses dois momentos.
Também reparei que a maioria das ligações são de mães (aqui vale o comentário que são todas iguais) - ligam pra saber onde os filhos estão, se eles irão pra casa, que horas que pegaram o ônibus e que horas chegarão... enfim, mães ligando, mostrando toda a atenção e carinho que têm com os filhos. Outro tipo de ligação é o do(a) namorado(a), marido(mulher) - praticamente os mesmos tipos de pergunta, mas com uma atenção diferente, colocada de uma maneira diferente - Normalmente é para combinar que horas irão se encontrar, ou o que irão fazer. Pouquíssimas vezes ouvi ligações de amigos, ou que dissessem respeito à trabalho.

terça-feira, 3 de junho de 2008

junho

Posso dizer que junho é um mês muito agradável para mim.
Não há feriados, nem nada, mas acho um mês simpático.
Quando estudava, junho era o mês da contagem regressiva para as férias! Era o mês das últimas provas e trabalhos, para o descanso de inverno. Ainda guardo comigo essa sensação de término, como se um pequeno ciclo se fechasse nesse mês, para outro começar no mês seguinte. Bem, se pensarmos bem, junho é de fato o encerramento de um ciclo, afinal é o sexto mês do ano, ou seja, o último mês do semestre.
Foi em junho do ano passado que um ciclo acabou na área emocional da minha vida, e um novo ciclo começou, na área profissional. E hoje agradeço a ambos! Se o emocional não tivesse fechado o círculo, eu não teria ganhado tanto em termos profissionais. Não teria conhecido novos amigos, e também não teria conhecido o poeta. Junho passado foi triste, mas foi graças a ele que amadureci, e me conheci mais!!
Mas, além disso, em junho há algumas datas comemorativas. A primeira delas é para todos os apaixonados! O Dia dos Namorados. Apesar de todo o consumismo por trás da data, acho que é importante que ela exista - é uma data gostosa para comemorar a companhia da pessoa querida! Para dizer o quanto gosta dela, o quanto ela é importante! Para simplesmente ficar abraçadinho, escutando o palpitar do coração e tudo o que ele fala para o seu coração. É conversar com os olhos, com as mãos. É dizer tudo, sem pronunciar uma palavra.
A segunda comemoração se divide em três partes, ou melhor, três santos - Santo Antônio, São João e São Pedro. E com eles vêm junto as festas juninas!!! Pipoca, quentão, vinho quente, paçoca, quermesse, quadrilha, fogueira, milho, cachorro-quente, doces, crianças vestidas de caipirinhas.
É... adoro junho!!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Museu da Língua Portuguesa

São Paulo. Estação da Luz. Mas o trem que passa ali é outro.
Ao chegar à construção secular, um elevador contemporâneo nos leva para o interior.
Lá dentro, andamos por um túnel de informações - vídeos corridos, sons, palavras. Mais à frente, curiosidades mil - totens que mostram palavras estrangeiras incorporadas ao português. Também vemos a linha do tempo que fala da origem do latim e de nossa língua.
Agora, tem uma salinha no final, que fazem os adultos virarem crianças. Como? Simples. Três mesas com sensores eletromagnéticos, e uma meia dúzia de palavras que se formam quando você junta as duas partes que estão separadas. Mas, com muitas mãos alterando os campos elétricos, é difícil juntar as palavras! Aí está a graça! Depois de formadas, a palavra é soletrada, e seu significado, bem como sua origem é fornecida aos jogadores.
Enfim... queria apenas deixar o post aqui de como o Museu da Língua Portuguesa é interessante!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Médico

Há um mês e meio marquei consulta no médico. Finalmente o dia chegou. Terça-feira, 27 de maio de 2008, às 10h30.
Acho que médicos devem viver de situações imprevisíveis, de casos urgentes, mesmo num dia tão pacato como hoje. O fato é que a consulta sempre atrasa. SEMPRE! Então, uns 10 minutos antes do horário, liguei para o consultório. Como esperava, a secretária me disse que ia demorar, pois estava bastante atrasado. Continuei no escritório trabalhando e, às 11h50 liguei novamente. Novamente a secretária me disse que ia demorar mais um pouquinho.
Então fui pra casa almoçar. Mas, é claro, Murphy está sempre atento. E, no meio do almoço, a secretária liga, avisando para eu ir. Engulo rápido a espiga de milho, e deixo o strogonoff para quando voltasse da consulta.
Chegando lá, espero mais uns minutos, e vou para a consulta, que atrasou duas horas, e não demorou 15 minutos! Saio do consultório e volto para casa, para terminar de almoçar.

domingo, 25 de maio de 2008

Amor não é só prosa, mas também poesia

Disse Arnaldo Jabor, cantado por Rita Lee: "Amor é prosa, sexo é poesia".
Amor é um livro/Sexo é esporte/Sexo é escolha/Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema/Amor é novela/Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia/Amor é prosa/Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos/Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão/Sexo é pagão/Amor é latifúndio/Sexo é invasão
Amor é divino/Sexo é animal/Amor é bossa nova/Sexo é carnaval
Amor é para sempre/Sexo também/Sexo é do bom.../Amor é do bem...
Amor sem sexo,/É amizade/Sexo sem amor,/É vontade
Amor é um/Sexo é dois/Sexo antes,/Amor depois
Sexo vem dos outros,/E vai embora/Amor vem de nós,/E demora
Amor é cristão/Sexo é pagão/Amor é latifúndio/Sexo é invasão
Amor é divino/Sexo é animal/Amor é bossa nova/Sexo é carnaval
Amor é isso,/Sexo é aquilo/E coisa e tal.../E tal e coisa...
"Amor é um livro" - um livro maravilhoso, que nos encanta logo nas primeiras páginas. Um livro que nos é dado página por página, para ler e escrever. E é dado aos poucos porque não nos é permitido saber seu final - como um labirinto, só descobrimos o fim quando chegamos nele. Capítulo por capítulo, vamos desvendando as maravilhas e aventuras de amar.
"Amor é um livro" - de "pensamento, teorema". Um livro de prosa, mas também de poesia. Numa narrativa de vida, está presente a poesia de seus detalhes. No caos do dia-a-dia, as regras do soneto que compõe cada momento. É uma prosa feita de poesia concreta, de letras, sons, arte e dança de SER.
"Amor é bossa-nova". Ora, e o que é a bossa-nova, senão poesia cantada? Uma sonoridade suave, feita de alegria e tristeza, cuja dança nos deixa zonzos e maravilhados. "Amor é para sempre".
Na beleza de seus cenários, o amor encanta ao longo de toda a vida. E torna nossa existência mágica, poética.

Esse post é dedicado ao Poeta, que há dois meses transforma diariamente minha vida em poesia.

Amigos

Amigos - uma das melhores coisas que existe na vida!
Semana passada foi um reencontro com alguns deles. Primeiro, no fim de semana. Encontrei dois amigos muito queridos que fazia tempo que eu não via!! Almoçamos juntos, e demos muitas risadas!!! Apresentei o poeta para eles, e tivemos uma tarde deliciosa entre comes e bebes.
Logo no começo da semana, encontrei mais alguns amigos, em um momento festivo. Um deles, como ela disse, é quase-mestre, e fomos comemorar! Não consegui conversar com todos, mas só a presença deles já foi boa!! Como foi gostoso!! Colocamos um pouco do papo em dia, rimos bastante!!! Pra variar, entre comes e bebes...


terça-feira, 13 de maio de 2008

Alegria!!

Minha vida está tão boa, com tanta coisa gostosa acontecendo, que só tenho a agradecer!!!!!
Semana passada encerrei uma pendência que estava me incomodando, e agora sigo minha vida sem fantasmas!!!!
Viva a vida maravilhosa!!!!!! Posso dizer que agora só tenho alegrias em meu caminho!!!!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Floripa 3

Mais uma história de Floripa. O fato aconteceu na praia do Jurerê, mas só aconteceu graças a um acontecimento anterior. Então, comecemos do começo.
Na quarta à noite, véspera de feriado, um dos vidros elétricos do carro quebrou. Por sorte, quebrou quando estava fechado. Mas, o carro tem aquele sistema de baixar um pouquinho o vidro quando você fecha a porta, para evitar pressão. Ou seja... cada vez que fechava a porta, o vidro quebrado descia um pouquinho, e a gente tinha que empurrá-lo pra cima de novo. Foi assim durante todo o fim de semana.
Eis que, ao chegarmos na praia do Jurerê, o mesmo fato ocorre. Lá vai o poeta fechar o vidro, para irmos para a praia. Mas, logo depois de fechar, o poeta quis testar uma coisa - quis empurrar para baixo, para ver se o vidro descia. Delicadamente ele colocou a mão no vidro, e fez uma pequena força para baixo - o vidro simplesmente desceu com tudo! Não sobrou nenhum pedacinho dele para fora. Digamos que não foi um momento adequado para ele testar a façanha...
Poeta super bravo, andava de um lado para outro. Tentou puxar o vidro, tentou enfiar a mão na fresta, pra ver se pegava o dito cujo, e nada... Então, a mãe do poeta falou para ele ir até o restaurante em frente e ver se conseguia ajuda.
Lá vai o poeta até o restaurante. Então ele volta com um rapaz. O rapaz olha, olha, e vai para o restaurante. Dali a pouco volta com um arame. Gambiarra feita, e conseguiram subir o vidro.
Então pudemos finalmente almoçar e curtir um pouco a praia!

Floripa 2

Bem... Como citei no post anterior, no último dia passamos pela praia dos ingleses. Chegando lá, rodamos um pouco, na tentativa de entender o lugar - não tinha placa de sinalização nas ruas.
Paramos o carro, pegamos todas as tralhas (guarda-sol e esteira), e fomos para a praia. Mas, que praia? A ressaca do mar estava grande, e ele estava muito alto - não tinha areia na praia. Demos meia-volta e seguimos em direção ao carro. Aí, rodamos novamente, em busca do caminho para outra praia. Depois de entrar em umas duas ruas erradas, achamos o caminho de volta.
Chegamos à conclusão de que, como Floripa tem muitos traços portugueses, e a praia é "dos ingleses", na dúvida entre seguir a orientaçao inglesa ou a orientação normal, resolveram não seguir nenhuma, e deixar as ruas sem sinalização.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Floripa 1

É... demorei para escrever. Não porque não tivesse o que falar, mas porque não sabia por onde começar. Na verdade, ainda não sei qual o rumo desse post, mas vamos lá.
Véspera de feriado prolongado. Estrada. Trânsito ao chegar na terra da garoa que, apesar das nuvens, não choveu. Rodoviária. Alegria ao encontrar o poeta! Jantar, pois, por mais que o amor seja lindo, não mata a fome! Espera. 21h. Início de dias maravilhosos, através do chacoalhar do ônibus em direção à terra flutuante.
Feriado, 7h da manhã. Floripa!!!! Depois de uma noite inteira embalada pelo ninar do leito, chegamos!! Parabéns para as mamães! Deixar as malas na casa, e ir em busca de aventura com o poeta. (Ok, ok, não foi aventura, mas peço licença poética para fantasiar). Sono. Mar de ressaca, nada de praia. Nuvens. Feijoada e muita diversão!!! Risadas!! E finalmente cama!
Chuva. Frio. Vento. Ah, mas tem nada, não! Aliás, tem - muita comida, e muito camarão!!!!! Delícia!!!! Restaurante à beira do mar, a chuva lá fora e camarão nos confortando! Poeta e eu, lado-a-lado, aproveitando cada segundo!
Sol!!! Nuvens... e sol novamente. Praia! Mas o mar ainda estava de ressaca. Caminhada na areia, sentindo a água em nossos pés. Poeta não quis entrar na água, e eis que uma onda nos pega até a cintura (já que Maomé não foi à montanha, a montanha foi à Maomé!). Almoço à beira-mar!! Mais camarão!!! Huuuuuuuuuum!!! Tempo nublado. Frio. Café para esquentar. Como não tomo café, então uma torta bem cremosa!!! Filme em casa!!!!
Último dia. São Pedro resolveu abrir a guarda, e deixar o sol aparecer. Praia dos ingleses (estava mais pra portugueses, mas aí é outra história). Sejamos celebridades, então - praia do Jurerê. Imprevisto (também é outra história). Restaurante à beira-mar - eita vida chata, né? Casa. Arrumar as coisas, e partir. Rodoviária. Noite na estrada. Rodoviária. Café - não desceu... Despedida do poeta. Estrada de novo. Chegada. Sono!!! Cama.
Dia seguinte volta ao trabalho.