quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A crise

Já faz mais de uma semana que quero escrever sobre a eleição dos Estados Unidos. Queria fazer um jogo de palavras, mas não consegui pensar em nada, então achei melhor escrever logo. Mas, antes de falar da eleição, é necessário comentar a crise.

A quebradeira de bancos é apenas um reflexo da sociedade. De um lado, indústrias produzindo muito além do necessário, estimulando um consumo exacerbado, para uma parcela muito pequena da população. De outro, milhares e milhares de pessoas passando fome, sem um teto para morar, sem condições de sobreviver. Uma dualidade cruel, de pouquíssimos com muito, e muitos quase sem nada. E isso não é novidade para ninguém. Porque então a crise assustou tanto? Porque, entre os poucos e os milhares, existe um número de milhões significativos, que sempre é deixado de lado, e no entanto é a parcela que faz circular a maior parte da economia - a famigerada classe média. Sim, essa classe que não tem regalias, que é a base de sustentação do governo, que é a primeira a sentir qualquer tremor.
É a classe média que vê a possibilidade de ter a casa própria, o carro próprio, um trabalho com salário decente. E no sonho de conquistar tudo isso, chega até o banco, faz um finaciamento, e pronto! Acha que o sonho se concretizará! Mas essa concretização do sonho é feita com uma dívida, que muitas vezes fica insustentável e impagável. Na tentativa de acabar com ela, procura um outro financiamento e faz outra dívida. E além das dívidas, há os gastos mensais, os impostos...
No descanso em frente à TV, o que se vê é propaganda e mais propaganda dizendo que assim você conquistará tudo e todos. Com aquela pasta de dentes seu mundo será melhor. Esquece-se a dívida, e consome-se mais um pouco. E o pior de tudo: esquece-se de que a Terra não é um bem infindável.
A crise estava mais do que na hora de estourar. A Terra já não aguenta mais tanta exploração. Alguma coisa deve ser feita. O capitalismo tal qual conhecemos hoje não funciona mais. Devemos partir para um capitalismo consciente, não pensando apenas nas palavras "lucro" e "consumo", mas de que maneira a produção, o lucro e o consumo são feitos. Não é o lucro acima de tudo, e não é tudo pelo lucro. É o lucro obtido levando em consideração o planeta em que vivemos e a sociedade que formamos. É o consumo necessário, e não o consumo para mostrar para o outro o poder que temos (ou julgamos/ almejamos ter).
Essa crise veio para mostrar a fragilidade de todo um planeta, não apenas no aspecto econômico, mas em sua própria existência. Quem sabe ela não veio para dar o chacoalhão necessário para que a Sustentabilidade deixe de ser apenas uma palavra da moda, onde bancos e empresas se dizem sustentáveis porque reciclam papel, e se torne realmente uma condição de vida.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

vice-Campeão

Quando falam em Fórmula 1, o que me vem à cabeça é a época do Ayrton Senna. Eu ainda era criança, mas lembro da empolgação que era em casa nos domingos de corrida! Todos sentavam para ver o carro do Senna ganhar! Mas, infelizmente, uma corrida fatídica fez o piloto voar para longe do asfalto... E desde então a Fórmula 1 perdeu a graça para mim.
Para ajudar, a era Michael Schumacher não trazia nenhuma empolgação. O cara mais parecia uma máquina. Não havia uma competição de fato, porque ele sempre estava muito na frente. O carro era o melhor, e a equipe era a melhor - apenas para ele, pois seu companheiro de equipe não tinha o mesmo tratamento.
Mas, ontem, a empolgação voltou! Uma mínima chance de Felipe Massa vencer Louis Hamilton agitou o domingo! Todos em frente à TV novamente, como há muito tempo eu não via! Torcida para que Massa permanecesse em primeiro, e que quatro passassem Hamilton! A corrida segue, sem exatidão do campeão. Massa acaba a corrida em primeiro, e como campeão. Apenas por alguns segundos... Hamilton termina a corrida em quinto, e ganha o campeonato.
Digo que, para mim, foi um campeonato de dois ganhadores! Porque ambos foram muito bem, e eles fizeram despertar novamente aquela vibração que eu não sentia desde 1994!
Parabéns a ambos, pela corrida fantástica!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dualidade da Água

Água, choro dos céus,
Que escorre e penetra na Terra.
Água que sai da terra entubada,
Escoa pela torneira.
Água usada em desperdício, como um vício.
Água em extinção.
Água pede respeito, e a humanidade só sabe dizer não.
Água dual.
Água, fonte de vida.
Água que mata a sede,
Que afoga e mata.
Água, solução para a seca.
Água, que na enchente não seca.
Água que lava o corpo e a alma.
Água que leva tudo embora,
Mesmo o que não poderia ser levado.





domingo, 26 de outubro de 2008

migalhas voadoras

Pois bem. Estavámos eu e o poeta em seu apartamento, comendo uma torta deliciosa que minha mãe fez. A cada mordida, algumas migalhas caíam na mesa. O poeta, para não deixar cair na toalha, pegou a tampa do pote onde estava a torta, para que as migalhas caíssem ali. Eu preferi, a cada mordida, pegar a migalha da toalha e comer.
Bem... o poeta estava achando uma piada eu fazer isso, e resolveu pentelhar, é claro. Mas, devo dizer que o poeta é BEM atrapalhado. Quando ele foi bater na minha mão, na intenção de fazer com que muitas migalhas caíssem do meu pedaço de torta, no meio do caminho ele esbarrou no pote...
Conclusão... milhares de migalhas que estavam no pote voaram para a mesa.
Foi só risada!!!!! Aí, virei pra ele e falei: Mexe com quem tá quieto, mexe!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

7 Meses!!!!

Hoje faz 7 meses que a poesia entrou em meu coração.
Ai, ai...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Hoje eu gostaria de ter o poder sobre o tempo e espaço.
Adiantar as horas, os dias, para que o dia esperado chegasse logo.
Pausar o tempo, como se pausa um DVD para pegar um lanchinho no meio do filme, e poder curtir os momentos por tempo indeterminado, já que o tempo estaria parado.
Ir, através do teletransporte, para onde deseja meu coração.
Mas, não posso controlar o andar das horas, mesmo se tirar as pilhas do relógio, ou se acelerar seus ponteiros.
Quem pode é o senhor do tempo.
E ele é sábio; não deixa algo tão precioso nas mãos humanas. Mãos errantes, ofegantes, afoitas, ansiosas, que se atropelam, tropeçam e caem.
O senhor do tempo e do espaço tem toda a precisão, para que cada coisa aconteça quando tem que acontecer, e nem um minuto antes.
Mesmo os tropeços têm hora certa - afinal, alguns deles são necessários para o aprendizado.
E, já que eu não tenho controle sobre tempo e espaço, resta-me tirar melhor proveito deles.

Horário de Verão

Sábado, 24h. Ajustar os relógios, e 24h não existe mais, pois já é 1h.
Domingo. 1 dia para a adaptação. A fome e o sono não acompanham o relógio.
Segunda: levanto quando o relógio avisa, mas o sono só vai passar quando o corpo quiser (e digo que o corpo não quer).
Mais uns dias até que tudo se alinhe.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Primavera inconstante

Setembro. Outubro.
Vento de Agosto.
Desgosto - frio e chuva.
Calor que não chega.
Chegou.
Sol, Calor!
Em meados de Outubro,
Calor de Dezembro.
Só espero que não venham tão logo as águas de Março.

domingo, 5 de outubro de 2008

Nova vida nova

Essa semana fiquei muito feliz com uma notícia em dobro! Sim, a notícia foi em dobro!!!! Uma grande amiga minha me contou que ia ser mamãe!!! E logo tratou de mandar um e-mail pra turma pra avisar!!! E eis que, numa das respostas, uma outra amiga avisou que também será mamãe!!!!!
A lista de e-mails ficou gigante, e alvoroçadíssima!!!!!! Todos super felizes com a(s) novidade(s)!!!!!!!!!
Que alegria!!! vida nova, com a chegada de uma nova vida!!!!!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

eleição digital

A informática trouxe muitas mudanças em nossas vidas.
Mas o que chegou em casa ontem, deixou-me sem saber o que pensar...
A eleição mudou. A criação da urna eletrônica foi uma coisa fantástica. O voto é rápido, a apuração mais rápida ainda! Acabamos o dia da eleição sabendo quem será o próximo governante.
Mas, e a campanha eleitoral? Achei que não tivesse mudado tanto assim. Até ontem.
O programa eleitoral é igual a todos os outros - um político falando mal do outro (ou pelo menos do que está à frente nas pesquisas), poucas propostas consistentes, muitas promessas que nunca serão cumpridas porque são absurdas demais.
A barulheira nas ruas, com as músicas, passeatas, comícios...
Durante dias a caixinha de correios fica repleta de santinhos de todos os partidos. Mas, ontem foi o cúmulo! Recebi um santinho de um candidato a prefeito. Mas não era um santinho de papel. Era um santinho em CD!! Acreditem! CD!!! Nem quis saber o que tinha nele (porque esse candidato não merece atenção), mas fiquei impressionada! Achei isso muito mais invasivo do que um simples santinho!! Papéis que não nos interessam (ou que não têm mais serventia) são automáticamente descartáveis - passagem direta para o reciclado. Mas CD a gente não tem coragem de jogar fora de imediato. Fica ali, incomodando, querendo ser ouvido. No fim das contas vai para o lixo.

domingo, 21 de setembro de 2008

6 meses

1 noite estrelada.
2 olhares se cruzam.
3 semanas depois, namoro.
4 dias juntos na ilha da magia.
5 suspiros de alegria.
6 meses de amor.

Como expressar tanto amor? Toda a poesia que está presente em minha vida há 6 meses?
As palavras me faltam, mas ainda assim eu tento.
Mago poeta, que seu encanto continue em minha vida!

Boliche 2

Dez contra um.
Ou melhor, um contra dez.
Dez parados, na espera.
Um se estende para outro corpo.
E rola sem enrolação.
Ora vai para um lado, ora para outro.
Num tropeço bêbado de uma pista ondulada,
segue adiante.
Dez parados, com o coração na boca.
A angústia toma conta dos 11.
Strike.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

(pre)texto

Vontade de escrever, mas as palavras não querem sair.
Vou digitando no teclado, para ver se acho as palavras certas.
Porém são palavras incertas que escrevo.
Escrevo e apago. Corrijo. Escrevo outras frases.
Frases curtas, sem conteúdo.
Uma rede de letras se forma.
E, no pretexto de deixar palavras bonitas, escrevo esse texto torto.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Fim de Semana

Sexta-feira estava muito quente - parecia verão! Mas, ainda assim, verifiquei a previsão do tempo.
Achei que seria um fim de semana de calor e sol... porém, a previsão dizia exatamente o oposto! Frio, com possível chuva! Bem... na mala, a esperança de colocar roupas mais leves, junto com a prevenção de roupas de inverno. No fim da tarde, mala nas costas, e pego o ônibus em direção à terra da garoa.
E esse foi um fim de semana com o tempo típico paulistano... ar gelado, vento e garoa. Mas, tudo bem... apesar de preferir o verão, no tempo frio também há coisas boas a se fazer!
O Poeta e eu aproveitamos o frio para fazer um fondue de queijo à noite!!!! Que delícia!!!!! Vinho, fondue, um cacho de uvas... huuuuuuuuuuum!!!!! E, no almoço de domingo, fomos a uma cantina italiana, saborear um delicioso risoto!!!!!!!!
E, claro, aproveitamos para namorar muito!!!!! Afinal, é o melhor do frio! Poder ficar juntinho!!!!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Boliche!!!!!

Sábado fui jogar boliche!!! Com o poeta e 3 amigos que não via há um tempão! Como é bom rever os amigos! Com dois deles eu converso sempre no MSN, mas um deles não conversava já fazia mais de ano!
Bem... o 1 passou em casa, acompanhado pelo Zóio. O Branco já estava lá nos esperando. Começamos a jogar. Que horrível! A pista estava desviando as bolas para a direita. Até a metade da primeira partida estava jogando mal pra caramba! E, para ajudar, não tenho força, então preciso ter uma mira certeira para conseguir derrubar todas as bolas!
Jogamos 3 partidas ao todo, e todas elas engraçadíssimas! É impressionante o que o jogo faz com as pessoas! Estávamos todos nos divertindo muito, e, claro, um tentando passar o outro! A segunda fui menos pior que a primeira. Mas a terceira foi fantástica! Ganhei!!!! com direito a strike e tudo!
hehehehehehehe!
Foi divertidíssimo! 1h30 de boliche, risadas, caretas! De rever os amigos, de conversar um pouquinho, matar a saudade.