quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Hoje estou extremamente triste, arrasada, chateada.
A magia que existia na minha vida se afastou, a poesia ficou concreta demais.
Estou chorando meu coração, sangrando minhas lembranças.

Como seria bom se eu pudesse apagar da memória toda a lembrança, assim como fiz com as fotos do orkut. Como seria bom se eu pudesse trocar os pensamentos assim como troquei as palavras que lá estão.

Infelizmente não é assim. Não posso apagar nada, e agora fico amargando lembranças que eram doces.
Hoje a comida não tem gosto, o espelho não me atrai.

Agora é procurar outras poesias, outras magias... até um dia...
"Quando a gente conversa
Contando casos besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos

E eu nem sei em que hora dizer
Me da um medo ( que medo )

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É eu preciso dizer que eu te amo
Tanto"

É apenas um trecho da música "Eu preciso dizer que te amo", de Cazuza.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Renata

Hoje eu não queria me chamar Renata.
Não queria carregar esse carma.
Ter que renascer, redescobrir, reinventar quando as incertezas não são minhas.
Ter que passar por cima, como se nada importasse.

Há pessoas que escrevem belas poesias, mas não sabem como vivê-las.
De que adiantam palavras bonitas?
A vida é feita de gestos bonitos. De amor, de carinho.
De companheirismo, respeito.
Políticos também dizem belas palavras.

domingo, 4 de janeiro de 2009

...

Será que, se amor fosse moeda, as coisas seriam diferentes?
As pessoas fazem planos de vida. Mas, grande parte desses planos gira em torno da vida profissional, afinal é ela que garante a sobrevivência. Muitas vezes é a vida profissional que fala onde morar, com quem conviver.
E o amor? Paciência... ele pode esperar.
Quem sabe, um dia...
E se amor fosse moeda?
Será que aí então ele estaria em primeiro plano?
Será que os esforços seriam outros?
Será que as prioridades seriam outras?
Hoje, há pessoas vivendo sem um amor, para que o resto dê certo.
Será que o amor não ajuda todo o resto a ser mais belo, mais envolvente, mais alegre?

Começo de 2009

O que esperar de 2009?
Espero trabalhos legais e muito amor e carinho no coração.
Do resto, o tempo se encarrega.

2008 passou

2008...
Reencontro com amigos, casamentos, aniversários.
Magia, poesia.
Trabalho, muito trabalho.
Praia, sol e mar.
E o ano passou, correndo que só.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A imensidão do mar

É assim, olhando para o horizonte, o limite entre céu e mar,
Que sinto a água vindo.
Passa pelos meus pés, puxa a areia que é meu chão.
Vejo a onda vir, vejo o mar se recolher,
A areia que some dos meus pés faz com que eu me afaste do mar,
Ao mesmo tempo que vejo o mar se afastar de mim.
E isso faz parecer que o tempo passou em séculos,
Quando se passaram alguns segundos,
Onde o mar voltou para seu lugar, e eu me afundei no meu.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Angústia

Coração bêbado, incerto.
Coração aflito.
Gira, catavento do peito.
O medo aparece como vento.
Nem por isso deve o vento ser eleito monstro.
Coração catavento gira num sopro.
Que o giro remexa, mas nunca tire seu eixo.
Coração, acalme-se, que o vento vai embora.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Poesia

"Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
"
Trecho da poesia "Evocação do Recife", de Manuel Bandeira

Esse fim de semana estávamos o poeta e eu escutando algumas músicas, e uma delas relembrou uma peça que ele participou. Na peça, a música era fundo para a poesia que ele recitou.
A poesia é essa que eu citei acima, e particularmente esse trecho foi o que ele recitou para mim.
Chorei no final, porque me lembrei do meu avô. De quando eu era pequena e me divertia com as brincadeiras, balas e doces que ganhava. Das vezes que ele parecia criança fazendo coisa errada quando bebia e fumava escondido. Do bigode sempre aparado pela minha avó. Do choro de emoção ao saber que eu estava na faculdade, e também do choro quando eu dei de presente, 3 dias antes de ele falecer, uma pintura em giz pastel dele e do seu caminhão, que eu tirei de uma foto muito antiga, já amarelada pelo tempo. Morreu dormindo, levado pelo efizema pulmonar...
Meu avô, que ainda hoje é eterno para mim.
Ele pode não estar mais no dia-a-dia, mas nunca deixou meu coração.
A poesia também me fez pensar na eternidade e em sua ambiguidade: nada é eterno, mesmo que viva para sempre.
Eternidade feita de momentos finitos. Tudo está em constante mudança, em constante transformação. A pessoa que você conhece hoje não é a mesma amanhã. O lugar visitado há um mês não será o mesmo daqui a um ano. E ainda assim, em nossa lembrança, será eterno.
Eternidade da infância, ao lembrarmos de coisas vividas. Ela passou, mas a eternidade daquele momento está guardada em nosso coração.
Eternidade do beijo, do amor.
Eternidade do sorriso, do abraço.
Eternidade da comemoração de um acontecimento especial.
Eternidade de passagem, em todos os momentos de nossa vida.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sentimento estranho

Hoje foi um dia estranho...
Não aconteceu nada demais. Aliás, foi normal como sempre - acordei, tomei iogurte, troquei de roupa e fui para o escritório. O trabalho estava tranquilo (revisão de projeto).
Mas um sentimento me acompanhou o dia todo. Um certo aperto no coração e um frio na barriga.
Não sei explicar isso, só sei que senti.
Talez ainda um pouco de reflexo da noite de sexta.
Talvez saudade do poeta que eu não vi no fim de semana (bem, saudade com certeza eu estou, mas não sei se ela é a responsável por esse sentimento de hoje).
Talvez apenas uma angústia inexplicável que assombra a mente humana de vez em quando.
Talvez medo do desconhecido.
Não sei...

sábado, 29 de novembro de 2008

Casamento da Fada Borboleta

Ontem foi dia de fada.
Fada branca e prata, carregando um buquê.
Um buquê de flores coloridas, assim como é a vida.
Fada branca e prata, chamando a atenção de todos.
Fada que virou Borboleta.
Fada Borboleta com as asas do amor.

Acho que toda noiva se sente um pouco assim. É um dia mágico, com ar de Contos de Fada.
Claro que cada caso é um caso, cada experiência é única.
Não tive o nervosismo que se espera de uma noiva, mas esse sentimento, de me sentir uma princesa, eu tive.
É magico, realmente. E não posso deixar de falar que ontem mexeu comigo. E que eu gostaria de sentir isso tudo novamente. Toda essa energia que envolve esse dia tão especial.
E queria mais. A minha cerimônia "pulou" partes simbólicas que ontem eu vi como são importantes. Como já morávamos juntos, não houve troca de alianças - já entramos cada um com a sua colocada. Também não houve juras (na alegria e na tristeza, na saúde e na doença - ou seja, poder estar ao lado do outro e poder contar com o outro em todos os momentos da vida), apenas o sim diante do juiz.
Parece bobo, mas não é. Ontem, ao ouvir o Sr. Almeida falar sobre o amor, falar sobre o que representa o casamento, e a vida nova à partir desse momento, digo que esses simbolismos são importantes.
Ele falou o porque da aliança ser usada no anelar esquerdo - Acreditava-se, há muito tempo, que havia uma veia que ia do anelar esquerdo direto ao coração, e que, colocar as alianças nesse dedo simbolizava ligar os dois corações. Dois corações unidos pelo amor.
E o que é o casamento senão mostrar para todos o amor que há entre dois corações, duas almas? Pelo menos é o que esperamos que ele seja. Nem sempre é assim.
Símbolos são importantes, porque, como a própria definição diz, símbolo é aquilo que representa alguma coisa. No caso do casamento, os símbolos representam o amor, o compromisso assumido com o outro, o respeito, a amizade, a cumplicidade.

domingo, 23 de novembro de 2008

8 meses!!!!

Já faz 8 meses que o pensamento voa!
8 meses que a poesia é escrita no meu coração!
8 meses com borboletas no estômago!
8 meses de muita alegria, muita felicidade!!!
8 meses de muito amor, paz e tranquilidade!!!


domingo, 16 de novembro de 2008

Scotland Yard

Noite de sábado.
Amigos se reunem em casa.
Disque-pizza.
Enquanto esperamos, o jogo começa.
Uma partida. Quem? Motivo? Arma? Dados rolando na mesa.
Buzina - motoboy. Viva! Pizza!
Pessoas devidamente alimentadas.
Outra partida. Quem? Motivo? Onde está a arma? Ah! Fácil demais!
Petit Gateau e sorvete. Huuuuuuuuuuuuum!!!!
Outra partida! Quem? Como? Quem foi o cérebro? Motivo? Método?
Dados. Sufoco! Corre! - Dois! Precisava de Seis. Quase, quase! Viva!
Embora pra casa, que já são 3 da manhã!


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Depois da crise, o simbolismo

O que vimos na eleição americana foi uma sucessão de simbolismos.
Primeiro, no partido democrata, uma mulher e um homem, disputando a candidatura. Uma escolha entre dois símbolos - de um lado, uma ex-primeira dama que saiu de cabeça erguida após um escândalo envolvendo a vida particular do casal, voz feminina na política; de outro, um negro, historicamente a esperança de um povo que foi segregado durante séculos.
Entre um e outro, a esperança de ter uma voz ativa no governo venceu.
Então começa a campanha. Outro simbolismo, também histórico. Democratas de um lado e Republicanos de outro. Até aí, nenhuma novidade, já que é sempre assim. O caso é que, após dois mandatos consecutivos onde as guerras foram o carro-chefe, o povo mostrou estar cansado. Jovens, principalmente, perceberam a importância do voto, e decidiram ir às urnas.
Em meio à campanha, uma crise mundial estoura. E o último e derradeiro simbolismo surge junto, consagrando o candidato Obama. Uma nação depositou no democrata negro uma chuva de esperanças. A esperança de uma nação em paz, mais justa e igualitária, e sem crise econômica.
EUA e o mundo estão de olhos abertos, cruzando os dedos, na espera de um milagre (?). E o que começou como uma esperança, torna-se agora uma grande responsabilidade, e o simbolismo pode ser a condenação do novo presidente se ele, ao final do mandato, não conseguir corresponder às espectativas nacionais e mundiais.