domingo, 11 de janeiro de 2009

dor

A dor do abandono é pior que a dor da morte.
A morte, de certa forma, é consoladora. Você sabe que a pessoa se foi graças a uma força maior.
A pessoa não escolheu morrer - a morte escolheu a pessoa.
O abandono não é assim. No abandono, a pessoa decidiu que não quer mais você. E pronto. Ela saiu da sua vida por vontade própria. Acabou.



sábado, 10 de janeiro de 2009

Maria, Mary, Marie

Ontem encontrei com uma grande amiga minha, que não via há um ano!!!
Ela está morando na França, e veio passar uns dias no Brasil.
Que saudade que eu estava dela!!
Fomos, com um casal de amigos e mais uma amiga, a um restaurante japonês, para conversar.
Foi bom sair para distrair um pouco. Eu já estava esperando pela chagada dela há um tempão!

The show must go on

Empty spaces - what are we living for
Abandoned places - I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

Whatever happens, I'll leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for ?
I guess I'm learning
I must be warmer now
I'll soon be turning
Round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I'm aching to be free
The show must go on
The show must go on, yeah yeah
Ooh, inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

My soul is painted like the wings of butterflies
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly - my friends
The show must go on
The show must go on
I'll face it with a grin
I'm never giving in
On - with the show

Ooh, I'll top the bill, I'll overkill
I have to find the will to carry on
On with the show
On with the show
The show - the show must go on

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ontem queria comprar uma passagem para a Terra do Nunca.
Mas desisti dessa idéia, porque essa não sou eu.

Hoje estou mais tranquila.

"Fé em Deus e Pé na Taba
Fé em Deus e Pé na Taba

O tribalismo é um anti-movimento
Que vai se desintegrar no próximo momento
O tribalismo pode ser e deve ser o que você quiser
Não tem que fazer nada basta ser o que se é
Chegou o tribalismo, mão no teto e chão no pé"

Trecho da música "Tribalistas" de Os Tribalistas.

Então é isso - "fé em Deus e pé na taba". Tudo acontece no tempo certo, na hora certa.
"Mão no teto e chão no pé". Sonho, sem esquecer da realidade. Como sempre fiz em minha vida.
O sonho nos seus inúmeros significados. A realidade em suas várias faces.
Os pés no chão dão firmeza, esclarecimento, segurança. As mãos no teto nos dão a espiritualidade, a magia, o encanto.
Mãos no teto e fé em Deus. Pé na taba e chão no pé.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Hoje estou extremamente triste, arrasada, chateada.
A magia que existia na minha vida se afastou, a poesia ficou concreta demais.
Estou chorando meu coração, sangrando minhas lembranças.

Como seria bom se eu pudesse apagar da memória toda a lembrança, assim como fiz com as fotos do orkut. Como seria bom se eu pudesse trocar os pensamentos assim como troquei as palavras que lá estão.

Infelizmente não é assim. Não posso apagar nada, e agora fico amargando lembranças que eram doces.
Hoje a comida não tem gosto, o espelho não me atrai.

Agora é procurar outras poesias, outras magias... até um dia...
"Quando a gente conversa
Contando casos besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos

E eu nem sei em que hora dizer
Me da um medo ( que medo )

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É eu preciso dizer que eu te amo
Tanto"

É apenas um trecho da música "Eu preciso dizer que te amo", de Cazuza.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Renata

Hoje eu não queria me chamar Renata.
Não queria carregar esse carma.
Ter que renascer, redescobrir, reinventar quando as incertezas não são minhas.
Ter que passar por cima, como se nada importasse.

Há pessoas que escrevem belas poesias, mas não sabem como vivê-las.
De que adiantam palavras bonitas?
A vida é feita de gestos bonitos. De amor, de carinho.
De companheirismo, respeito.
Políticos também dizem belas palavras.

domingo, 4 de janeiro de 2009

...

Será que, se amor fosse moeda, as coisas seriam diferentes?
As pessoas fazem planos de vida. Mas, grande parte desses planos gira em torno da vida profissional, afinal é ela que garante a sobrevivência. Muitas vezes é a vida profissional que fala onde morar, com quem conviver.
E o amor? Paciência... ele pode esperar.
Quem sabe, um dia...
E se amor fosse moeda?
Será que aí então ele estaria em primeiro plano?
Será que os esforços seriam outros?
Será que as prioridades seriam outras?
Hoje, há pessoas vivendo sem um amor, para que o resto dê certo.
Será que o amor não ajuda todo o resto a ser mais belo, mais envolvente, mais alegre?

Começo de 2009

O que esperar de 2009?
Espero trabalhos legais e muito amor e carinho no coração.
Do resto, o tempo se encarrega.

2008 passou

2008...
Reencontro com amigos, casamentos, aniversários.
Magia, poesia.
Trabalho, muito trabalho.
Praia, sol e mar.
E o ano passou, correndo que só.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A imensidão do mar

É assim, olhando para o horizonte, o limite entre céu e mar,
Que sinto a água vindo.
Passa pelos meus pés, puxa a areia que é meu chão.
Vejo a onda vir, vejo o mar se recolher,
A areia que some dos meus pés faz com que eu me afaste do mar,
Ao mesmo tempo que vejo o mar se afastar de mim.
E isso faz parecer que o tempo passou em séculos,
Quando se passaram alguns segundos,
Onde o mar voltou para seu lugar, e eu me afundei no meu.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Angústia

Coração bêbado, incerto.
Coração aflito.
Gira, catavento do peito.
O medo aparece como vento.
Nem por isso deve o vento ser eleito monstro.
Coração catavento gira num sopro.
Que o giro remexa, mas nunca tire seu eixo.
Coração, acalme-se, que o vento vai embora.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Poesia

"Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
"
Trecho da poesia "Evocação do Recife", de Manuel Bandeira

Esse fim de semana estávamos o poeta e eu escutando algumas músicas, e uma delas relembrou uma peça que ele participou. Na peça, a música era fundo para a poesia que ele recitou.
A poesia é essa que eu citei acima, e particularmente esse trecho foi o que ele recitou para mim.
Chorei no final, porque me lembrei do meu avô. De quando eu era pequena e me divertia com as brincadeiras, balas e doces que ganhava. Das vezes que ele parecia criança fazendo coisa errada quando bebia e fumava escondido. Do bigode sempre aparado pela minha avó. Do choro de emoção ao saber que eu estava na faculdade, e também do choro quando eu dei de presente, 3 dias antes de ele falecer, uma pintura em giz pastel dele e do seu caminhão, que eu tirei de uma foto muito antiga, já amarelada pelo tempo. Morreu dormindo, levado pelo efizema pulmonar...
Meu avô, que ainda hoje é eterno para mim.
Ele pode não estar mais no dia-a-dia, mas nunca deixou meu coração.
A poesia também me fez pensar na eternidade e em sua ambiguidade: nada é eterno, mesmo que viva para sempre.
Eternidade feita de momentos finitos. Tudo está em constante mudança, em constante transformação. A pessoa que você conhece hoje não é a mesma amanhã. O lugar visitado há um mês não será o mesmo daqui a um ano. E ainda assim, em nossa lembrança, será eterno.
Eternidade da infância, ao lembrarmos de coisas vividas. Ela passou, mas a eternidade daquele momento está guardada em nosso coração.
Eternidade do beijo, do amor.
Eternidade do sorriso, do abraço.
Eternidade da comemoração de um acontecimento especial.
Eternidade de passagem, em todos os momentos de nossa vida.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sentimento estranho

Hoje foi um dia estranho...
Não aconteceu nada demais. Aliás, foi normal como sempre - acordei, tomei iogurte, troquei de roupa e fui para o escritório. O trabalho estava tranquilo (revisão de projeto).
Mas um sentimento me acompanhou o dia todo. Um certo aperto no coração e um frio na barriga.
Não sei explicar isso, só sei que senti.
Talez ainda um pouco de reflexo da noite de sexta.
Talvez saudade do poeta que eu não vi no fim de semana (bem, saudade com certeza eu estou, mas não sei se ela é a responsável por esse sentimento de hoje).
Talvez apenas uma angústia inexplicável que assombra a mente humana de vez em quando.
Talvez medo do desconhecido.
Não sei...