sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Codnome Beija-Flor
Cazuza

Pra que mentir

Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ironias da vida

Desde pequena sempre tive medo de ser abandonada.
Ficava angustiada quando minha mãe demorava para me buscar na escola.
Na hora de formar times nas aulas de Educação Física, eu sempre temia ficar por último na escolha...
Ainda bem sempre tive família e amigos com quem pudesse contar em todas as horas. Desde fofoca de escola, sair pra dar risada, até para pedir o ombro nos momentos difíceis.
Mas, a vida age ironicamente. Nos meus dois relacionamentos, eu fui deixada...
Hoje vim para Ribeirão com minha família, pois é formatura da minha irmã.
Contava com a presença de mais alguém no quarto, mas há uma semana e meia essa pessoa escolheu sair da minha vida.
E agora estou aqui, no quarto, sozinha (quer dizer, sozinha, não. Estou com meu cachorro). E o meu quarto é o único que está em um andar diferente dos demais.
Irônico, né? Até uma semana e meia eu achei que fosse curtir a cidade ao lado do meu namorado, como se fosse um pequeno prolongamento das férias. Achei que dançaria com ele nas festas.
Como me dói essa sensação de abandono...
Vou curtir a festa, pois é uma data muito importante para a minha irmã. Assim como ela esteve super feliz quando eu me formei, agora eu estou por ela.
Mas devo confessar que aproveitarei muito menos a festa, pois estou triste pelo fim do meu relacionamento. Mas, pelo visto sou só eu que estou triste com esse término, já que ele está pensando em outros carnavais.
Uma pena... o mago fez entrar fundo no meu coração todo o encanto, e agora está muito difícil de arrancar do peito.
Curtirei minha vida agri-doce, que no momento não faz outra coisa senão rir de mim, aprontando suas ironias...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mago e seus sonetos

Tom Jobim - Retrato em Branco e Preto
Tom Jobim/Chico Buarque
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada

Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho,
E sei também que ali sozinho,
Eu vou ficar tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto,
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto,
E que no entanto,
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes, velhos fatos,
Que num álbum de retratos,
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo,
Procurar o desconsolo,
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras,
Versos, cartas, minha cara,
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado,
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado,
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto,
Outro retrato em branco e preto,
A maltratar meu coração

Não deveria ter acreditado no mago poeta.
Em suas palavras de feitiçaria, seus beijos encantados.
Enfeitiçou meu coração, e agora solta-o ao vento.
Diz: voa, coração. Mas esqueceu-se de tirar o encanto dele.


superação artificial

Nos pensamentos confusos eu viajo...
Gostaria de encarar o término como eu encaro uma sobremesa que acabei de comer.
Olho o prato, está vazio, levanto da mesa e toco minha vida, como se nada tivesse acontecido.
Mas, ao invés disso, a sensação é de ter sido tirado o doce antes de comê-lo.
Atiça, mostra-me o doce, leva-o à minha boca, e... acabou. Tira-se o doce, e deixa -me ali, sem poder saborear.
Agora fico na vontade, na saudade de ter sentido o cheiro, ter tocado, mas não ter sentido seu gosto.




amor

Amor
Amar
Amargura
Amargurar o amor.
No âmago da alma
Amarga o gosto do abandono.
Por amar, desama.
Desarme-se.
Ame.


Coração?

Coração, que isso?
É de comer?
À partir de hoje, e por tempo indeterminado, meu coração ficará exilado.
Ele não faz mais parte do meu corpo.
Assim, não sofrerá, e também não amará.
Viverei apenas com a cabeça, que me garante a sobrevivência.
É a cabeça que me faz trabalhar, ganhar dinheiro, conhecer pessoas que podem ser interessantes de conviver.
O coração até hoje só fez burrada, então melhor deixá-lo de lado.
Toda vez que ele amou, foi carinhoso, sincero, atento, alegre, gentil, dedicado... e o aconteceu? Foi apunhalado, ferido, machucado, magoado. Ele já me fez sofrer demais, então agora dou um basta.
Se um dia a cabeça deixar, ele volta para seu lugar.
Até lá, ele não vai mais amar.

Injusto

Todo término de relação é injusto.
Para começar um relacionamento, são necessárias duas pessoas.
Para acabá-lo, apenas uma.
Como dizer, então, que isso é justo?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Um certo Alguém
Lulu Santos

Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção

Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

Me dê a mão
Vem ser a minha estrela

Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar,
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
É melhor não resistir
E se entregar

Me dê a mão
Vem ser a minha estrela

Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar,
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver
Que eu viver

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

coração dolorido

Hoje de manhã acordei pensando na dor que estou sentindo, e na dor que eu senti quando meu casamento acabou.
Ao acabar meu casamento, senti mais uma dor da perda de tudo o que um casamento traz, do que a dor do amor. Não que eu não gostasse dele, mas me doeu muito mais ver meus planos indo por água abaixo, ver que tudo o que eu havia planejado - uma casa, uma família, filhos, o casamento, tinha sido desfeito no ar, e voou como poeira. Perdi meu chão, fiquei sem saber o que fazer, achando que não conseguiria mais viver, que nunca conseguiria ter minha vida.

A dor que sinto hoje é bem diferente. Tenho minha vida, conquisto minhas coisas a cada dia, não faço grandes planos, já que o futuro é desconhecido. Penso no amanhã, mas não no ano que vem, não no "daqui dez anos". Sei que viverei bem , que não é o fim do mundo.
Mas essa dor que sinto hoje é bem mais dolorida - é pura dor de amor. De sentir falta de conversar com a pessoa querida, de saber como ela está, de trocar carinhos e confidências, de ver seu olhar, seu sorriso. De provocar, só pra ver ele fazer aquela cara de indignado e irritado, e depois cobrir de beijos. De receber uma rosa, de escrever um poema para ele. De discordar de um ponto, e discutir até mostrar nossos pontos de vista (mesmo que continuem diferentes). De saber que falarei com ele, que escutarei a voz dele, que o verei.
Dor da perda viva. De romper, de um dia para o outro, os carinhos, as declarações, os beijos e abraços. De não poder chamá-lo mais de "amor", "carinho", "poeta". De não ouvir mais: "amortadela", "querida", "linda".

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais uma vez Re

Na aquarela da vida decidiram que eu seria Renata.
Numa folha qualquer, sou rabiscada inúmeras vezes.
E, ao me darem um lápis, eu mesma me redesenhei.
Reinventei, redescobri, recolori.
Relembrei, redesenhei, resgatei.
Resolvi, retardei, reergui.
Agora, estou num esforço tremendo para não me
Recolher. Preciso
Recobrar os sentidos, nessa vida sem nexo.
Reencontrar um contexto para me reencaixar
Na felicidade.
Sonhos
Caetano Veloso

Tudo era apenas brincadeira

E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim
Completamente seu

Vi a minha força amarrada no seu passo
Vi que sem você não há caminho, não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim
Como eu sonhei um dia

Quando o meu mundo era mais mundo
E todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, mais carinho, mais calma, mais alegria
No meu jeito de me dar

Quando a canção se fez mais clara e mais sentida
Quando a poesia realmente fez folia em minha vida
Você veio me falar dessa paixão inesperada
Por outra pessoa

Mas não tem revolta não
Eu só quero que você me encontre
Saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim,
Eu tenho sim
Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz

Texto roubado

Peguei esse texto do orkut do meu primo. Acabei de ler, e ele resume, de certa forma, o que estou sentindo...

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ele continua cantando tão bem; Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; Não saber como frear as lágrimas diante de uma música; Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...



Aprovetando que a Mary ainda está aqui, hoje fomos almoçar com a turminha que mora na cidade.
Almoçamos em um restaurante/barzinho perto da minha casa, depois alguns voltaram para o trabalho, e eu e mais duas amigas fomos para a praça XV (em frente), conversar.
Na verdade elas ficaram me consolando...
Como é difícil arrancar essa dor do peito. Uma dor que dói lá no fundo, e tira seu ânimo de fazer qualquer coisa.
Forço-me a trabalhar, a sair, a comer. Mas não consigo sorrir, nem com a maior força do mundo.
O trabalho está rendendo menos, e não é porque acabei de voltar das férias.
Aliás, enquanto estava em férias, pensei que escreveria tanta coisa no blog, para vocês. Mas não vou fazê-lo, porque essas férias foram ótimas, mas terminaram com muita tristeza.

Enfim, almoçamos, conversamos, e depois voltei para o escritório.
Agora no fim da tarde a Mary vai em casa fazer uma visitinha. Acho que a última antes de ir embora. Como disse em outro post, há um tempão estava esperando a visita dela. Mas, até uns dias atras achei que estaria num clima muito mais feliz para recebê-la.

domingo, 11 de janeiro de 2009

praça XV

Praça XV de novembro.
Praça da minha infância, onde ia todos os domingos com a minha tia e a minha irmã passear.
Sempre foi uma praça com movimento - crianças, cachorros, casais.
Aos poucos, vários bares e restaurantes abriram em volta da praça.
E, aos domingos, há uma feirinha de artesanato e comidas.
Hoje à tarde, minha irmã e eu resolvemos dar um pulo na praça. Minha irmã estava com vontade de comer tapioca.
Resolvi levar meu cachorro junto, mas ele detesta passear (inacreditável, porém verdade).
Chegando lá, vimos a praça movimentada, num clima gostoso. A Carol comprou a tapioca dela, e o Calvin não via a hora de voltar pra casa. Uma amiga ligou, pra saber o que eu estava fazendo, e falou que estava com outras amigas indo para um barzinho. Descemos pra deixar o Calvin em casa e fomos para o barzinho ali perto, encontrá-las.
Comi um doce, conversamos por umas duas horas, e vim pra casa.
Na volta, cruzamos a praça para ir para a padaria, e a praça estava ainda mais cheia.

Amigos

Amigos.
O que seria de mim sem os amigos?
Mais uma vez, vejo que tenho muitos!
Cada momento da minha vida - de alegria, de tristeza...
Sempre me mostram seu carinho!
E me fazem muito bem!
Fazem-me ver o quanto sou querida!
O quanto eu tenho importância na vida de cada um.
É muito confortante isso.
Enxergar amigos nos dias que você está feliz é muito fácil.
Todos gostam da sua companhia e tal.
Mas, ver que você pode contar com eles em todas as horas, não há coisa melhor no mundo!
Eles não têm medo de responsabilidades, de estar ao seu lado, de enfrentar as mais diversas situações!
Amigos, esse post é para todos vocês.