terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Níver

19 de janeiro - meu aniversário.
Sempre gostei de comemorar meu aniversário! Sempre! Mas, esse ano, não estava no pique. O ano começou todo atropelado, com a vida mais uma vez brincando com meu coração.
Mas, ainda assim, hoje é dia 19, e meu aniversário.
Não quis ficar em casa, amargando a tristeza, porque de nada vai adiantar.
Então, durante o dia combinei com os amigos de sair.
Fomos ao Mosaico. Ri muito, graças a eles! Foi uma noite divertida, alegre, com os amigos em volta! Não posso falar que não senti falta de um certo alguém, mas, fazer o que? "a vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim", como diria Lulu Santos.
Foi ótimo ter saído, e passado umas horinhas em companhias tão boas e queridas!!!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

soneto do amor à primeira vista

Quando conheci o poeta, foi um encantamento mútuo.
Depois de dias conversando, saímos pela primeira vez, e ele havia escrito um soneto para me pedir em namoro. Aquilo me surpreendeu, e eu fiquei maravilhada, muito feliz. Aceitei na hora seu pedido.
Depois de meses de namoro, vem o fim do ano, e, a virada, que eu achei que fosse vir repleta de coisas boas, veio como uma rasteira.
Hoje, eu sou apenas um soneto bonito que ele escreveu, e nada mais. Virei apenas uma publicação em meio a tantas outras que ele já fez.
Isso me faz lembrar da música "More than words", que aliás, foi um dos meus primeiros posts no blog... E, agora, atribuo mais um significado nessa música. Mais que palavras, no sentido de sentir. Não apenas falar, escrever o que se sente, mas sentir realmente.
Como eu queria ser mais do que palavras na vida do poeta.

Baile

Ontem foi o baile de formatura, para encerrar as festas.
O salão era lindo também, mas menor que o do jantar.
Os aperitivos estavam muito gostosos, muitos patês, pães, e também quiche de carne seca e torta de palmito. O vinho estava muito bom também.
A banda era super animada, colocava todo mundo pra cima. Cantavam e tocavam muito bem!
Eu fiquei meio desanimada no começo, com as músicas lentas para se dançar juntinho, mas depois me animei um pouco. Coloquei todos os frufrus - antenas, poá, e até dancei um pouquinho. Mas, chegou uma certa hora da noite que me baixou uma tristeza muito grande.
Pedi para ir embora (fomos e voltamos de van), e saímos.
Minha irmã ficou até o fim, claro, afinal, ela tinha que aproveitar mesmo.
Mas meus pais, meus tios e eu fomos embora.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Falando um pouco de flores

Para não dizerem que falei apenas de dores, falarei também de flores.
Ontem foi o jantar de formatura da minha irmã.
O jantar foi em um lugar lindo! O salão era imenso, clean, todo branco e transparente. A decoração estava elegante, toda branca e verde musgo. De muito bom gosto (aqui devo dizer que minha irmã faz parte da comissão de formatura, portanto palpitou bastante sobre tudo - e ela tem bom gosto, é claro. Afinal, é minha irmã... hehehe).
O vinho era bom (Lambrusco), a comida excelente - havia quiche de alho poró, salada com croutons e fios de mel, pães, frios, pernil com molho adocicado (estava maravilhoso), massa, frango, carne... e a sobremesa estava fantástica: sorvete de macadâmia com crepe de chocolate e calda de morangos (sim, morram de vontade).
A banda era animada, e muito boa! Colocaram todo mundo pra cima. Eu não estava no pique de dançar, mas só de ouvir as músicas animadas já fiquei menos mal! Foi muito legal mesmo!!!
Voltamos quando estava acabando a festa, cerca de 4h.
Hoje teve a colação. Foi muito divertido! Foram 4 turmas, e um discurso estava mais bonito ou engraçado que o outro. Dava pra ver o quanto esses anos de faculdade foram importantes para cada uma dessas turmas.
A alegria e a tristeza desse momento de formatura são especiais.
É o fim de uma fase de estudos, para o começo de uma vida profissional. A fronteira entre o estudante e o adulto. Um limite que nem sempre é fácil de passar, mas que deve-se ter coragem para tanto. E, quando passa, olha-se para trás e vê-se que não era tão difícil assim.
Assim como o primeiro dia de aula na pré-escola foi difícil, e depois passar para a primeira série, para o ginásio, colegial, vestibular, para chegar na tão sonhada faculdade, agora é difícil virar adulto. Mas não tema, pois o crescimento é necessário. Não apenas o crescimento profissional, mas o crescimento enquanto indivíduo. Indivíduo como um todo - que tem seu trabalho, suas angústias, seu (sua) companheiro (a), seus anseios, suas conquistas. E tudo isso junto, pois a vida não é uma linha de montagem, onde se prepara uma coisa de cada vez, e depois tem-se o produto final.
A vida é feita de muitas coisas que acontecem ao mesmo tempo, e não devemos ter medo de encará-las. Amar em seus inúmeros jeitos, não apenas eleger um ou dois deles. Amar o trabalho, a família, a pessoa que está ao seu lado. Amar o próximo, o bichinho de estimação, as plantas, o mundo. Sem que, para amar um, você tenha que abrir mão de outro. Esse é o crescimento.
Agora, minha irmã, como todos os formandos, carrega uma vontade de transformar.
A transformação, no entanto, para cada pessoa é de um jeito. Para uns, ela começa pequenina, mudando o que está mais próximo - e isso já é tão grande! Cada pequena mudança que se faz, ramifica-se, e, pouco a pouco, muda-se muito. Para outros, é necessário mudar o macro, uma atitude mais radical, para atingir mais pessoas.
Digo apenas cuidado. Não se esconda na ajuda ao mundo. Comece por ajudar a si próprio, a se descobrir enquanto ser humano. O que você pensa sobre cada aspecto da sua vida e porque faz essa ou aquela escolha. Nunca faça uma coisa para tentar sanar um buraco que está dentro de você mesmo. Resolva primeiro esse buraco, essa angústia que você pode achar que vem do mundo, mas que a origem é você. Aí sim, com você consciente enquanto indivíduo, estará pronto a descobrir todas as outras coisas do mundo. E você estará muito mais seguro para realizar as mudanças, e dar cada passo de sua jornada.
A formatura a gente vive a cada dia, ao longo de uma vida inteira.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Codnome Beija-Flor
Cazuza

Pra que mentir

Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ironias da vida

Desde pequena sempre tive medo de ser abandonada.
Ficava angustiada quando minha mãe demorava para me buscar na escola.
Na hora de formar times nas aulas de Educação Física, eu sempre temia ficar por último na escolha...
Ainda bem sempre tive família e amigos com quem pudesse contar em todas as horas. Desde fofoca de escola, sair pra dar risada, até para pedir o ombro nos momentos difíceis.
Mas, a vida age ironicamente. Nos meus dois relacionamentos, eu fui deixada...
Hoje vim para Ribeirão com minha família, pois é formatura da minha irmã.
Contava com a presença de mais alguém no quarto, mas há uma semana e meia essa pessoa escolheu sair da minha vida.
E agora estou aqui, no quarto, sozinha (quer dizer, sozinha, não. Estou com meu cachorro). E o meu quarto é o único que está em um andar diferente dos demais.
Irônico, né? Até uma semana e meia eu achei que fosse curtir a cidade ao lado do meu namorado, como se fosse um pequeno prolongamento das férias. Achei que dançaria com ele nas festas.
Como me dói essa sensação de abandono...
Vou curtir a festa, pois é uma data muito importante para a minha irmã. Assim como ela esteve super feliz quando eu me formei, agora eu estou por ela.
Mas devo confessar que aproveitarei muito menos a festa, pois estou triste pelo fim do meu relacionamento. Mas, pelo visto sou só eu que estou triste com esse término, já que ele está pensando em outros carnavais.
Uma pena... o mago fez entrar fundo no meu coração todo o encanto, e agora está muito difícil de arrancar do peito.
Curtirei minha vida agri-doce, que no momento não faz outra coisa senão rir de mim, aprontando suas ironias...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mago e seus sonetos

Tom Jobim - Retrato em Branco e Preto
Tom Jobim/Chico Buarque
Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada

Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho,
E sei também que ali sozinho,
Eu vou ficar tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto,
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto,
E que no entanto,
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes, velhos fatos,
Que num álbum de retratos,
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo como um tolo,
Procurar o desconsolo,
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras,
Versos, cartas, minha cara,
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado,
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado,
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto,
Outro retrato em branco e preto,
A maltratar meu coração

Não deveria ter acreditado no mago poeta.
Em suas palavras de feitiçaria, seus beijos encantados.
Enfeitiçou meu coração, e agora solta-o ao vento.
Diz: voa, coração. Mas esqueceu-se de tirar o encanto dele.


superação artificial

Nos pensamentos confusos eu viajo...
Gostaria de encarar o término como eu encaro uma sobremesa que acabei de comer.
Olho o prato, está vazio, levanto da mesa e toco minha vida, como se nada tivesse acontecido.
Mas, ao invés disso, a sensação é de ter sido tirado o doce antes de comê-lo.
Atiça, mostra-me o doce, leva-o à minha boca, e... acabou. Tira-se o doce, e deixa -me ali, sem poder saborear.
Agora fico na vontade, na saudade de ter sentido o cheiro, ter tocado, mas não ter sentido seu gosto.




amor

Amor
Amar
Amargura
Amargurar o amor.
No âmago da alma
Amarga o gosto do abandono.
Por amar, desama.
Desarme-se.
Ame.


Coração?

Coração, que isso?
É de comer?
À partir de hoje, e por tempo indeterminado, meu coração ficará exilado.
Ele não faz mais parte do meu corpo.
Assim, não sofrerá, e também não amará.
Viverei apenas com a cabeça, que me garante a sobrevivência.
É a cabeça que me faz trabalhar, ganhar dinheiro, conhecer pessoas que podem ser interessantes de conviver.
O coração até hoje só fez burrada, então melhor deixá-lo de lado.
Toda vez que ele amou, foi carinhoso, sincero, atento, alegre, gentil, dedicado... e o aconteceu? Foi apunhalado, ferido, machucado, magoado. Ele já me fez sofrer demais, então agora dou um basta.
Se um dia a cabeça deixar, ele volta para seu lugar.
Até lá, ele não vai mais amar.

Injusto

Todo término de relação é injusto.
Para começar um relacionamento, são necessárias duas pessoas.
Para acabá-lo, apenas uma.
Como dizer, então, que isso é justo?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Um certo Alguém
Lulu Santos

Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção

Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

Me dê a mão
Vem ser a minha estrela

Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar,
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
É melhor não resistir
E se entregar

Me dê a mão
Vem ser a minha estrela

Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar,
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver
Que eu viver

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

coração dolorido

Hoje de manhã acordei pensando na dor que estou sentindo, e na dor que eu senti quando meu casamento acabou.
Ao acabar meu casamento, senti mais uma dor da perda de tudo o que um casamento traz, do que a dor do amor. Não que eu não gostasse dele, mas me doeu muito mais ver meus planos indo por água abaixo, ver que tudo o que eu havia planejado - uma casa, uma família, filhos, o casamento, tinha sido desfeito no ar, e voou como poeira. Perdi meu chão, fiquei sem saber o que fazer, achando que não conseguiria mais viver, que nunca conseguiria ter minha vida.

A dor que sinto hoje é bem diferente. Tenho minha vida, conquisto minhas coisas a cada dia, não faço grandes planos, já que o futuro é desconhecido. Penso no amanhã, mas não no ano que vem, não no "daqui dez anos". Sei que viverei bem , que não é o fim do mundo.
Mas essa dor que sinto hoje é bem mais dolorida - é pura dor de amor. De sentir falta de conversar com a pessoa querida, de saber como ela está, de trocar carinhos e confidências, de ver seu olhar, seu sorriso. De provocar, só pra ver ele fazer aquela cara de indignado e irritado, e depois cobrir de beijos. De receber uma rosa, de escrever um poema para ele. De discordar de um ponto, e discutir até mostrar nossos pontos de vista (mesmo que continuem diferentes). De saber que falarei com ele, que escutarei a voz dele, que o verei.
Dor da perda viva. De romper, de um dia para o outro, os carinhos, as declarações, os beijos e abraços. De não poder chamá-lo mais de "amor", "carinho", "poeta". De não ouvir mais: "amortadela", "querida", "linda".

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais uma vez Re

Na aquarela da vida decidiram que eu seria Renata.
Numa folha qualquer, sou rabiscada inúmeras vezes.
E, ao me darem um lápis, eu mesma me redesenhei.
Reinventei, redescobri, recolori.
Relembrei, redesenhei, resgatei.
Resolvi, retardei, reergui.
Agora, estou num esforço tremendo para não me
Recolher. Preciso
Recobrar os sentidos, nessa vida sem nexo.
Reencontrar um contexto para me reencaixar
Na felicidade.
Sonhos
Caetano Veloso

Tudo era apenas brincadeira

E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim
Completamente seu

Vi a minha força amarrada no seu passo
Vi que sem você não há caminho, não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim
Como eu sonhei um dia

Quando o meu mundo era mais mundo
E todo mundo admitia
Uma mudança muito estranha
Mais pureza, mais carinho, mais calma, mais alegria
No meu jeito de me dar

Quando a canção se fez mais clara e mais sentida
Quando a poesia realmente fez folia em minha vida
Você veio me falar dessa paixão inesperada
Por outra pessoa

Mas não tem revolta não
Eu só quero que você me encontre
Saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim,
Eu tenho sim
Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas
Tenho um sonho em minhas mãos
Amanhã será um novo dia
Certamente eu vou ser mais feliz