quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tons de cinza

Todas as cores podem ser transformadas em tons de cinza.
É assim que está minha vida atualmente.
Em seus mínimos detalhes, infinitos cinzas.
Um "Retrato em branco e preto".

Gesto, ação, pensamento.
Todos cinzas.
Alguns quase pretos,
Outros quase brancos,
E muitos intermediários.
Ainda assim, cinzas.

Como alguém que assiste a um filme antigo,
Com a imagem nítida, bonita,
Às vezes alegre, às vezes triste,
(Mas cinza), faço meu dia-a-dia.
Falta-me a magia para dar cor.

Vejo o sorriso solto da Júlia,
O sossego do meu cachorro.
Vejo toda a beleza,
Toda a alegria,
Toda tristeza.
Vejo tudo,
Vejo o mundo.
Mas o mundo está poeticamente cinza.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dia Triste

Hoje foi um dia triste. Não aconteceu nada, apenas eu não estava bem.
Na verdade, ainda não estou.
A saudade é grande demais, e o pensamento está voltado ao coração.
Sei que tudo é questão de tempo, seja lá pra onde esse tempo vai me levar.
Além de tempo, é preciso ter paciência.
Mas, no momento, estou sem paciência para o tempo.
E meu coração dói.
Uma ferida que ainda está aberta, e que não sei quanto tempo vai levar para se fechar.
As lembranças todas que tenho são maravilhosas, e os momentos que vivi foram de pura alegria.
O amor me impulsiona de forma certeira para me transformar no melhor que posso ser. Vontade de enfrentar os desafios, os medos, as inseguranças.
Não me julguem por ter o amor como prioridade em minha vida, porque é o amor que me faz sentir realmente viva. É ele que dá mais colorido a tudo que faço, é o que me dá mais vontade de trabalhar, de sair, de admirar o mundo.

Diário de Uma Paixão

Cheguei em casa e minha irmã estava assistindo a um filme na TV. Quando acabou, mudei de canal e peguei um outro filme, que já tinha visto antes, na metade.
O nome em inglês é: The Notebook, traduzido como Diário de uma Paixão.
A história é contada por um senhor a uma senhora. Ambos moram em um asilo. Não está em livro algum, mas sim em um diário, que ele lê todos os dias para ela.
É simplesmente uma história de amor maravilhosa e emocionante.
Não falarei mais nada do filme, pois vocês precisam assisti-lo.
Só digo que de todo o meu coração e romantismo de minha alma, que quero um amor assim para mim. Um amor que passa por todas as dificuldades, brigas, alegrias, doenças. E que permanece, todos os dias.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Teatro dos Vampiros

Em tempos de crise econômica e emocional, um pouco de Legião Urbana.
É impressionante como suas músicas sempre são atuais.


Teatro dos Vampiros

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
Nesses dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
A primeira vez
Sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos

Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir
Vamos sair
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão
Procurando emprego
Voltamos a viver
Como à dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer desta noite
Ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém.

Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida
não para)


Lenine

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Amor não tira Férias

Esse filme é muito bom!
É sobre duas mulheres - uma jornalista que vive na Inglaterra e uma produtora de "traillers" de filmes que vive nos EUA. Ambas têm decepções amorosas, e estão cansadas disso. É fim de ano, e as duas resolvem tirar férias.
Então, pela internet, combinam uma "troca de casa" por 2 semanas.
A troca de casas faz uma troca em muitos aspectos de suas vidas também, ao enfrentar realidades diferentes, conhecerem pessoas diferentes.
A maneira como as situações são colocadas no filme o tornam divertido, leve, engraçado, principalmente quando a voz de narração entra no filme (simulando "traillers" da vida da produtora).
Uma comédia ótima para qualquer hora.

mudança

Hoje de manhã meus pais foram para Ribeirão, para trazer a mudança da minha irmã. Ela ainda não sabe para onde vai, mas precisaa desocupar o apartamento. Eu até pensei em ir, mas acabei desistindo hoje, enquanto ainda estava deitada.
Então eles foram no carro, e meu tio e um amigo foram com uma caminhonete que meu pai pegou emprestada. Chegaram lá, colocaram tudo no carro e na caminhonete, e voltaram. Quando estavam quase chegando aqui na cidade, a caminhonete resolveu pifar.
Para ajudar, o tempo não estava nem um pouco favorável.
Meu pai veio pra casa, pra descarregar as coisas do carro e telefonou para o seguro, pedindo um guincho. Então voltou para a estrada junto com minha irmã e meu cunhado, para esperar. Enquanto esperavam, a chuva deu uma apertada.
Quando o guincho chegou, levaram a caminhonete para a garagem do seguro, e combinaram de pegar as coisas depois do almoço, porque meu cunhado ia pegar o ônibus para Sampa às 16h10.
Almoçaram aqui em casa, e saíram para levá-lo à rodoviária, e de lá iam pegar as coisas da minha irmã e levar até a casa da minha avó, já que os móveis da Carol não cabem aqui em casa.
Bem... eles conseguiram passar as coisas da caminhonete para um caminhão-baú que o amigo pediu emprestado para o chefe, mas não conseguiram levar na minha avó para descarregar, por causa da chuva.
Amanhã de manhã eles vão tentar novamente...


Sem net, sem fone...

Ontem fiquei praticamente o dia todo sem telefone e sem internet. Aliás, a cidade toda ficou.
O que fazer então? Os amigos já tinham seus planos, e eu estava sem fazer nada.
Então, olhei para a estante, e vi ali, paradinha, a coleção de "O Senhor dos Anéis".. Detalhe - a versão extendida dos 3 filmes! Resolvi fazer maratona.
Assisti aos dois primeiros filmes ontem, e coloquei o terceiro filme hoje de manhã.
Como eu adoro essa trilogia! A história é muito boa, e a qualidade das imagens, dos cenários, dos figurinos, é tudo perfeito!
Foi um passatempo bom.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Homenagem às novas vidas

Júlia, Rafaela, Nathan e Bernardo.
Quatro pequenos, renovando a alegria da família.
Num mundo de adultos, às vezes cinza demais,
Chega o colorido infantil.
Minhas primas mamães.
Pensa que é só?
Ainda tem mais.
Duas amigas, ainda com seus queridos protegidos pela barriga.
Beatriz e Felipe,
Que venham ao mundo trazer ainda mais cor,
Porque a vida tem muito espaço em branco para vocês.
Pintem a alegria em nossos corações.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Os dispostos se atraem, os opostos se distraem"

Pela lei da física,
Os opostos se atraem.
Pela lei do amor,
Os dispostos se atraem.
Mas, e quando apenas um está disposto?
O disposto vira oposto do outro.
E no amor não há matemática.
Não há raciocínio lógico.
Dois se gostarem, sendo iguais,
Tornam-se opostos?
Dispostos opostos, distraídos pelo mundo.
Mas o mundo é grande demais para se descobrir todo sozinho.
Opostos dispostos a reinventar o mundo juntos,
Juntando a física ao amor,
Opostos em alguns aspectos, dispostos em outros.
Opostos para não perderem sua individualidade,
Dispostos a compartilhar experiências particulares.
Opostos dispostos, seguindo juntos,
Descobrindo cada um um canto do mundo,
Transformando-o em dois.
Opostos dispostos, ligando dois pequenos mundos em um.
O que era grande não é tanto assim.
E assim descobrem-se,
E descobrem o mundo todo também.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

Faz uns dias que estou com essa frase na cabeça. Ela vem do livro "O Pequeno Príncipe". Então, fuçando na internet, achei o trecho do livro que fala sobre isso. Segue abaixo o texto:

"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Burrocracias

Tenho uma amiga/ colega de trabalho que é italiana. Ela veio para o Brasil quando ainda era criança, e frequentou escolas aqui. Formou-se em arquitetura (foi onde começou nossa amizade), e acabou de entregar a dissertação do mestrado.
Pois bem. Hoje uma secretária da pós graduação ligou no escritório para falar com ela. Falaram que ela precisa fazer uma prova de proficiência em português, já que ela é estrangeira. Ela perguntou porque, já que ela havia feito a prova de inglês para o mestrado, e sua dissertação está em português. Responderam para ela que o sistema não aceita ela não ter a prova, já que ela é estrangeira.
Ela desligou o telefone e ligou em uma escola de línguas, para marcar a prova. Ao desligar, ela falou para mim o que tinha se passado. Começamos a rir, porque é ridículo pedirem uma coisa dessas nessa altura do campeonato! Ela já entregou a dissertação, está apenas esperando marcarem a banca! Eles deveriam ter pedido essa prova quando ela se inscreveu no mestrado, não agora!
Agora ela vai fazer uma prova onde as perguntas são em italiano, para responder em português, para provar que ela sabe nossa língua. Idiota assim mesmo.
Burrocracias...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Nunca é Tarde para Amar

Ainda falando em filmes, falarei do segundo que assisti ontem.
Chama-se "Nunca é Tarde para Amar".
Trata-se da história de uma produtora de seriado americano e mãe de uma adolescente. Seu show está perdendo audiência, e resolvem colocar um novo personagem na série. O escolhido para o papel é um rapaz uns 10 anos mais jovem que ela, e os dois começam um relacionamento.
Ele é uma pessoa alegre, muito divertida, que ri e faz piadas, e consegue tirar um pouco da seriedade da produtora. Ela fica noiada com a diferença de idade dos dois, mas ao mesmo tempo se sente super feliz na companhia dele.
Mas o que mais chamou a minha atenção foi a relação mãe e filha, que é super saudável. As duas são muito próximas e conversam sobre tudo. A menina está vivendo seu primeiro amor e tem o apoio e a compreensão da mãe, assim como a mãe tem o apoio e a compreensão da filha para viver sua história de amor com o rapaz.
O filme não tem grandes pretenções, mas é garantia de muitas risadas!

Bee Movie

Falando em filmes, ontem assisti a mais dois. O primeiro deles foi Bee Movie.
Uma animação super divertida, que conta a história de uma abelha que não quer ser uma simples operária e resolve desvendar o mundo além de sua colméia. Nesse mundo ele vive vários perigos e é salvo por uma florista, que se torna sua amiga.
O filme é leve, divertido, próprio para todas as idades.

PS: eu te amo

Sexta à noite assisti a um filme que chama "PS: eu te amo".
É a história de uma moça casada com um rapaz que morre de câncer. À partir da morte dele, acontece algo inesperado: o rapaz escreveu inúmeras cartas para ela, que vão sendo entregues uma a uma, de tempos em tempos, das mais diferentes formas. Em cada uma das cartas ele fala para ela o que ela deve fazer para viver, e ao final há sempre - PS: eu te amo.
Com as cartas, ele acaba ajudando-a a superar sua morte.
É um filme bonito, comovente, triste e mexe muito com os sentimentos do coração.