sábado, 31 de julho de 2010

Rosa

Com pés fincados no chão
Cresço corpo em caule espinhento
Aparento hostilidade
Andar ríspido, seriedade.

As folhas verdes
Dão a esperança do melhor:
Ao passar do caule à cabeça
Vê-se toda fragilidade

Pétalas delicadas
Num desabrochar constante
Perfume leve, aconchegante
Beleza e vivacidade.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Dona Florinda

Adoro meu cabeleireiro! E sempre que eu corto, peço para ele deixar minhas ralas madeixas bem "patinho" - traduzindo: ele repica bastante, e o cabelo fica virado para fora, parecendo o rabinho do Pato Donald. Fica lindo!
Mas cabelo é bem temperamental, sabe? Tem dias que é só amassar um pouquinho depois de sair do banho, que ele já fica perfeito. Mas, tem dias que é necessário uma atitude radical para domá-lo. Nessas horas, eu apelo para os bobs (com velcro, para não precisar de grampos). Sim! Viro a perfeita Dona Florinda! Só não coloco lenço na cabeça. A cena é cômica. Mas, no dia seguinte, meu lindo cabelinho está do jeito que gosto, bem viradinho!
Cada louco com sua mania, né?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Alice no País das Maravilhas

Para variar, assisto aos filmes depois que saem de cartaz... motivo? Simples - detesto ir ao cinema sozinha! Aí, acabo vendo em casa, mesmo. Perdi 3D, sala cheia, telão... pelo menos tive o conforto do meu cobertor. Se gostei? Sim - creio que por ter ouvido algumas críticas negativas, assisti sem esperar muito do filme.
Na visão de Tim Burton, a história distorcida, remexida e transformada segundo sua loucura. Uma Alice pálida, um País escuro e meio sombrio, um chapeleiro-Depp louco de olhos tristes e esperançosos, uma Rainha de Copas que tem cabeça demais e cérebro de menos, uma Rainha Branca que é praticamente uma princesa-fada-madrinha-Walt-Disney (só faltou cantar com os pássaros e transformar farrapos em vestidos dançantes). Por não ser mais criança, Alice vê o País como um sonho, não uma possibilidade. Apenas no final é que ela se lembra de já ter estado lá, e as memórias recobradas a fazem perceber quem ela realmente é.

domingo, 25 de julho de 2010

Ilusão

Ilusionistas do amor
Não tiram coelhos da cartola
Mas atiram no coração
Prometem inverdades
Buscam fidelidade
Contada em compasso de dança.
Quando o show acaba
O amor é findado
Resta um coração destroçado
Mais nada
Nem mesmo esperança.

Canalha!

Não, não estou xingando ninguém. Também não estou revoltada com os homens.
Estou apenas pegando emprestada uma pequena polêmica nominal.
"Canalha!" é o nome do livro de crônicas de Fabrício Carpinejar. Ele é fantástico desde o seu título, afinal, com um nome desses, a gente fica ao menos curioso para saber do que se trata! Quer uma prova? Coloquei, de propósito, durante dois dias, no nick do meu MSN, a palavra: Canalha!. Mais de 20 pessoas vieram me perguntar: "por quê canalha?", "quem é canalha?", "nossa, Re, que aconteceu?", "está tudo bem, Re?" e outras perguntas do gênero. Carpinejar foi, no mínimo, inteligentíssimo, falem a verdade!
Do que se trata o livro? Segundo ele, Canalha! é o "Retrato poético e divertido do homem contemporâneo". Não é só isso. De forma leve e engraçada, ele comenta assuntos sérios, cotidianos, saudosistas.
Canalha! é o homem que sente, revolta-se, ama, ilude e é iludido, pai, amante, trabalhador, que teve infância, que fica bravo, que sabe ver a beleza nas pequenas coisas, como em uma tampinha de leite. Um homem com sensibilidade o suficiente para entender o lado feminino, mesmo agindo de forma a nos deixar irritadíssimas, afinal, entender não quer dizer agradar.
Canalha! é o homem que eu quero como companheiro. Um homem que me ame com gestos, não apenas com palavras.

sábado, 24 de julho de 2010

Bonecas Russas

Em cada boneca, uma particularidade
Um olhar diferente,
Um sorriso envolvente
Numa mesma personalidade
Desvendadas uma a uma
Como uma caixa de magia
Cheias de surpresas
Tristezas e alegrias

terça-feira, 20 de julho de 2010

Balões

Deixei a adulta de lado
Num olhar maravilhado:
Hoje sonhos voaram coloridos no céu



domingo, 18 de julho de 2010

A história de Lili Braun

A música da minha cabeça agora é essa de Chico Buarque, cantada por Maria Gadu

Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse X
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues
Abusou do scoth
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Pra uma turnê
Como amar esposa
Disse que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

Burger King e Shrek

Para continuar o fim de semana em Ribeirão, hoje fui com minha irmã, meu cunhado e um casal de amigos dela ao shopping. Primeiro, almoçamos no Burger King! Ai, que delícia!
Depois, seguimos para o cinema, para assistir Shrek Forever em 3D!!! Nunca tinha visto um filme 3D, e é muito legal!!!! Shrek conseguiu manter a boa qualidade de história em todos os filmes, e esse não foi diferente! Ri muito do começo ao fim! É uma animação para adultos - esse mais do que os outros 3, e muito bem feito! Fantástico! O filme começa com a festa de aniversário dos 3 filhinhos de Shrek e Fiona, e o ogro estava com saudades de seus tempos de ogro assustador. E o vilão da história se aproveita desse saudosismo e faz uma proposta sacana para Shrek, que, na ingenuidade, aceita. Ele troca um dia qualquer de sua vida por um dia de ogro assustador. E toda a história muda! O resto, vocês terão que ver!

Tanabata em Ribeirão

Esse fim de semana teve Tanabata em Ribeirão. Para quem não sabe, é um festival japonês, com apresentações de: dança, karaoke, taiko (tambores), além de muitas barracas de comidas típicas e artesanato/ bugigangas.
O festival já é tradicional, e é muito organizado! Comi bastante (claro, que novidade, né?) - ghyosa, sushi, tempura de frutas. Escutei involuntariamente às apresentações de karaoke, e vi vários cosplay (aquelas pessoas que se vestem de personagens de filmes e desenhos animados), mas, na minha ignorância de mangás, só reconheci personagens mais comuns: Jack Sparrow e Super Mario Bross. hehehehe

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lenha

Eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
eu amo você

Mas não sei o que
isso quer dizer
eu não sei por que
eu teimo em dizer
que amo você

Se eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
se eu digo pare
você não repare
no que possa parecer

Se eu digo siga
o que quer que eu diga
você não vai entender
mas se eu digo venha
você traz a lenha
pro meu fogo acender


Adoro essa música, e com ela tive uma agradável surpresa hoje à tarde!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quase encontro

Meus olhos sussurraram desejos
Seus ouvidos me olharam com curiosidade
Minha boca quis abraçar a sua
Quando seus braços conversaram com os meus

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Paixão

Alguns dizem que adoeceu.
Na verdade, adolesceu.

terça-feira, 13 de julho de 2010

amor-casa

Amor é a casa desnuda de Vinícius
Sem teto, chão, paredes ou penico.

Amor é a casa sem casca do homem,
Protegida por corpo frágil e palpitação.

Amor é a casa de vidro da alma
Que só diamante consegue marcar.

Quero-quero

Quero o amor de palavras mudas -
A escrita fere o papel
A fala rasga o ouvido ao entrar

Quero o amor visível -
Amor míope não permite detalhes

Quero o amor de tato sem luvas
Para sentir cada arrepio
Sem não-me-toques

Quero o amor do paladar
Que se sente no cheiro -
O olfato é o primeiro passo do gosto

Quero o amor que entra sem bater -
Educação demais impede a ação

Quero o amor nu -
Roupas e maquiagens fazem volume demais

Quero o amor que envelhece -
Seu vinho fica mais encorpado

Quero o amor sincero -
Mentiras dão trabalho demais para se inventar