domingo, 28 de novembro de 2010

Nome à pessoa

A música da vez é de Michel Melamed, e toca na abertura da série "Afinal, o que querem as mulheres". Reparei ontem na letra, e achei fantástica!
site: http://michelmelamed.com.br/

Segue a letra abaixo:


Observanessa, perceberenice, arriscamila,
Embromárcia, aproximargareth,
Conversarah, envolverônica, submetereza

Sentirene, conquistarlete, mescláudia,
Lambeatriz, abraçabrina,
Mordenise, amaria, beijanaína

Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa...

Agradesimone, esclareceleste, buscarmen,
Surtatiana, pensophia,
Vacilaura, enciumonique, engolívia

Desejanice, agarraquel, roubárbara,
Ligabriela, esquecelina
Provocarla, concordana, suplicarolina

Ligou o nome à pessoa, perdoa, pessoa...

sábado, 27 de novembro de 2010

UP!

Hoje à tarde assisti a "UP!" Uma animação fantástica!!!!!
Um menininho que encontra o amor de sua vida logo na infância, casa-se, tem uma vida linda com ela, de muito companheirismo. Mas, muitos dos sonhos eles não conseguem realizar. Ela morre, e a solidão o faz ficar rabugento.Depois de um incidente e da aparição de um jovem escoteiro, o velhinho vive altas aventuras!
Muita emoção e risadas garantidas!!!!

sábado, 20 de novembro de 2010

Instantes

Tic-tac do relógio
A sensação do tempo
Os minutos em horas
As horas em segundos
A duração do amanhecer
A magia do entardecer
O beijo ao tocar os lábios
A medalha no pódium
A chegada na estação
O ecoar do não
A chuva no rosto da dor
O abraço reparador
O futuro um dia distante
A vida e seus instantes.

Camaleão

Minhas unhas camaleão
Passeiam em diferentes tons
Tocam suaves com o nude
Deixam marcas com o vinho
Rasgam passados cor-de-rosa
Desenham amanhãs em furta-cor
Às vezes rabisco meus pensamentos no teclado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Invertendo Drummond

Esses dias eu li no twitter de uma amiga uma frase de um poema de Drummond, modificada por Luiz Gustavo (amigo dela).
A famosa frase: "No meio do caminho tinha uma pedra", foi totalmente invertida: "no meio das pedras tinha um caminho".
Achei sensacional! A frase acaba com todo o pessimismo drummondiano. Transforma o entrave em saída. O obstáculo se desfaz, perde o foco.

Freada brusca

Desde junho eu estava num ritmo alucinado de trabalho. Muitos projetos para fazer, transformando minhas noites, finais de semana e feriados em expediente. Até o começo dessa semana.
Passei de uma aceleração constante, com velocidade máxima, para uma freada brusca. A gasolina garantida por contratos e resultados, de repente engasgou. Acho que alguém lá em cima deve ter percebido o quanto estávamos correndo, e resolveu colocar um sinal de PARE obrigatório, antes que dormíssemos na estrada. Essa semana foi de pasmaceira, ócio improdutivo (para não dizer tédio). De repente voltei a ter 2h de almoço, ter noites e finais de semana livres! Como é difícil ter tempo para viver - a gente estranha! Confesso que estava precisando... meu rendimento estava parecendo uma montanha-russa, com tantos altos e baixos.
Agora, com a calmaria, aproveitamos o tempo para organizar arquivos, criar bases de desenhos para facilitar futuros projetos. E esperando para que o negócio (negação do ócio) recomece com força total logo, logo!

sábado, 6 de novembro de 2010

Desfez-se a luz

Voltando para casa, guardei as caixas em MDF que comprei, liguei o computador, chequei e-mail, e resolvi sair novamente. Fui de tênis novos - sua primeira aventura foi bem calma - até a padaria, para comer doces. Voltei para casa, e resolvi lixar as caixas. Quando estava quase acabando, o céu, que já estava ficando escuro, resolveu se precipitar... Primeiras gotas, justo na última caixa. Acabei rapidinho e entrei. Voltei para o computador e... tudo apagou! Acabou a energia. Com o tempo escuro, não dava para fazer nada... não dava para ler, nem pintar, nada. Resolvi deitar e cochilar. Fiquei mais de uma hora sem energia. Quando voltou, liguei a TV. Então, justo quando eu e meu pai estávamos jantando, a energia acaba novamente! Liguei para minha mãe, que tinha passado a tarde na minha avó, e falei para ela tomar banho lá mesmo. Meu pai foi até a rua e viu que, no quarteirão, só nossa casa estava sem energia. Que ótimo! Pensei comigo: já vi esse filme hoje...
Meu pai ligou para meu primo, que é eletricista. Muito solícito, como sempre, veio até em casa, e disse que o problema era na rua, num transformador há umas duas quadras, que ele viu no caminho. Não podíamos fazer nada, só esperar.
Como ficamos impotentes sem energia! Eu me sentia uma barata tonta, andando de um lado para outro, com a lanterna de um celular ligada, o outro tocando música, e estava me sentindo completamente perdida! Não consigo imaginar a vida sem energia. Impossível! Praticamente homem das cavernas, pré-história!
Fomos então para minha avó buscar minha mãe. Quando voltamos, ainda bem, a luz já havia voltado!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tênis novos

Hoje de manhã estava um lindo dia de sol. Decidi que depois do almoço iria comprar umas caixinhas de MDF para pintar. Troquei de roupa, e fui calçar os tênis, quando vi que um deles estava rasgado! Assim, do nada! Um dia ele está lá, inteirinho, e no outro - PUF! rasgado! R-A-S-G-A-D-O!!! Como a tragédia foi na parte de trás, e a calça cobria, saí assim mesmo. Meus pés estavam tímidos, andavam ligeiros, temendo o futuro mendicante. Já estavam implorando um band-aid - como se fosse adiantar.
Passei na loja que queria, comprei as caixas, e na volta parei em uma loja de sapatos. Ao entrar, uma mocinha sorridente veio toda solícita, e então falei o que eu queria. Ela chegou com uns 3 pares diferentes. Tirei meus pobres (ou podres?) tênis dos pés, e calcei os novos. Qual levar? O antigo cochichava: "leva aquele, que é mais discretinho, não me sentirei tão acabado". Fiquei na dúvida entre dois, e acabei optando pelo branco gelo. Lindo, charmoso, que sabe bem o valor que tem! Altivo, pisa com segurança! Assim como meu velhinho, que já foi assim um dia. Tão elegante, estreou e se acabou em terras estrangeiras. Voltou heroi de guerra, coitado, depois de tantas caminhadas históricas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Segredos

A música da vez é "Segredos", de Frejat.


Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema,
Numa esquina
Ou numa mesa de bar

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um amor, uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou até o fim
E eu vou trata-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim

Eu procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim

sábado, 30 de outubro de 2010

Brinquedo emocional

Sempre falamos sobre relacionamentos amorosos. O quanto queremos encontrar alguém para dividir a vida, alguém que nos entenda. Mas, ao mesmo tempo, vemos cada vez mais pessoas sozinhas - não falo daquelas que estão sozinhas porque querem, mas daquelas que estão sozinhas querendo estar acompanhadas. Encaixo-me entre elas. Estou sozinha, e desejo encontrar alguém. Aquele alguém. Não para dividir a vida, mas para compartilhá-la. Para somar sonhos, planos, para assumir responsabilidades juntos.
Conversando com muitas pessoas, ou apenas observando o que acontece à minha volta, percebo que estamos cada vez mais individualizados. É difícil alguém querer assumir um compromisso, pois o comprometimento demanda atenção, dedicação, tempo - coisas raras hoje em dia. Todos se preocupam muito com o "aqui e agora", agem pelo imediato. Conquistam o hoje, mas não se preocupam com o amanhã. Querem um futuro, mas não fazem nada para construí-lo.
Anseiam por uma companhia, mas não querem todos os tropeços do caminho, quando são exatamente os tropeços que nos fazem crescer. Através deles caímos, levantamos e seguimos adiante. Não se permitem conhecer o outro. Na primeira dificuldade decidem que não vale à pena, e a conquista perde o valor.
Pergunto - no trabalho agimos igual? Na primeira dificuldade, abandonamos o emprego? Ou insistimos, aprendemos, e avançamos? "Ah, mas é diferente". Claro que é diferente, afinal, sentimento não é trabalho. Mas questiono toda a insistência que temos em tantas áreas da nossa vida, e justo na área emocional, abandonamos o barco na primeira chuvinha. Não deveria ser assim. Mas, vivemos hoje como objetos descartáveis. Somos produtos substituíveis. Brinquedo que, ao ser conquistado, é o preferido, mas, ao perder o interesse, joga-se fora.
Quantos de nós estamos dispostos à conquista diária, aos desafios de se conhecer todos os dias a pessoa que dizemos amar? De se redescobrir, e de redescobrir o outro quantas vezes forem necessárias?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Alagados

Como de costume, estou com uma música na cabeça... a da vez é Alagados, de Os Paralamas do Sucesso!


Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados da vida real
Lhes nega oportunidades
Mostra a face dura do mal

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em que
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em que

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em que
A arte de viver da fé
Mas a arte de viver da fé
Só não se sabe fé em que
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em que
A arte de viver da fé


domingo, 24 de outubro de 2010

Volta na praça

Hoje à tarde estava sem fazer nada, e resolvi dar uma volta. Peguei meu caderno de desenho, caso batesse a vontade de desenhar, coloquei na bolsa e saí. Primeiro dei uma volta pela rua, até que cheguei à praça, que estava cheia! Domingo com feirinha de artesanato e comida, famílias, pessoas com seus cachorros, e uma moça cantando.
Sentei num banco, tirei meu caderno, e comecei a rabiscar. Minhas mãos e olhos estão destreinados, faz muito tempo que não desenho. Vi uma família conversando - um casal e três crianças pequenas, e desenhei suas silhuetas. Depois de um tempo, vi duas crianças se aproximarem - uma delas sentou-se ao meu lado, e a outra, ao subir no banco, escorregou e caiu. Na hora começou a chorar, eu ajudei a levantar, é claro, e já estava limpando a terra dos bracinhos dela quando a mãe chegou. "Elas estão te atrapalhando?" Falei que não, que estava desenhando e elas estavam olhando. Quando olhei a moça, percebi que era ela e sua família que havia desenhado. Comentei com ela e mostrei o desenho. Ela sorriu e gostou. Ela voltou ao lugar que estava antes, e as crianças continuaram ali comigo - a terceira havia chegado quando a pequena caiu. Então resolvi parar de desenhar, e mostrei todos os desenhos que tinha no caderno. As três prestaram a maior atenção, perguntando quem era, onde tinha feito o desenho... Depois, elas saíram, voltaram para junto dos pais, eu guardei o caderno e voltei para casa.

Poema de Prateleira

Dois pacotes de arroz
Para recém-casados em festa
Uma caixa de lenços
Para enxugar a testa
100g de morangos
Para beleza da cesta
Um frasco de alvejante
Para pureza modesta
Três pacotes de açúcar
Para adoçar o que resta

sábado, 23 de outubro de 2010

Enquanto é só a mente que age, estou no comando. Agora, qdo o coração resolve meter o bedelho... PQP! estraga tudo!