segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mas, heim?

Imagine que você tem uma casa com piscina e seu vizinho não. Então, um belo dia, você chega do trabalho, e vê seu vizinho dando uma festa no seu quintal, com pessoas estranhas em sua piscina, assim, sem mais nem menos. E quando você pergunta o que está acontecendo, ele fala com a voz mais inocente do mundo: "o que foi, não podia?"
O que escrevi acima não é verdade, mas é uma boa comparação para o que vou contar agora.

Meu prédio, que chamarei de P, tem dois anos que foi entregue. Bonitinho, com garagem coberta e descoberta, muro cercando todo o terreno, recuos generosos, luminárias ao longo do muro da garagem descoberta, ralos e grelhas para adequado escoamento de águas pluviais, enfim, tudo pronto, limpo e em perfeito funcionamento.
No terreno ao lado do meu prédio está sendo construído um outro edifício, por uma outra construtora, que chamarei de X. Desde que começou a ser levantado, a construtora X improvisou umas tábuas como bandeja de proteção. Tábuas essas que eu vi voando num dia de chuva com vento. E, no fim do ano passado, X simplesmente ocupou a garagem de P com suas tábuas, impedindo o uso de cerca de 10 vagas de estacionamento. Assim, sem pedir autorização a nenhum dos condôminos de P (lembram da história da festa da piscina que falei acima?).
Eis então que recorri ao que era de direito de P - denúncia no CREA e denúncia na prefeitura. Feita a fiscalização da prefeitura, a obra ficou paralisada por um período. E, coincidentemente nessa época, X entrou em contato, querendo saber o motivo da denúncia. Expliquei minhas razões, e que ele deveria entrar em contato com o síndico de P, para que este entrasse em contato com os condôminos.
Entrei em contato com a advogada A, e ela ajudou a fazer um acordo verbal entre X e P. X enviou uma notificação dizendo que retomaria as obras, e que as terminaria em 60 dias, deixando tudo limpo e arrumado.
Pois bem, 60 dias se passaram, e nada de a obra acabar. Nada limpo. Nada arrumado. P tem hoje um andaime quase no chão de sua garagem, luminárias e sensores quebrados, piso todo sujo de chapisco e sujeira de obra, ralos e grelhas entupidas. P enviou uma contra-notificação, pedindo o término da obra em um prazo de 10 dias; prazo esse que, se não expirou, está em vias de. No entanto, o que podemos observar é tamanha morosidade, desrespeito, falta de profissionalismo.
Queria ver se fosse X o dono da casa com piscina.



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lar

Agora o tijolinho terá fogão.
Transformação da casa em lar.

domingo, 28 de abril de 2013

Em férias

E depois de mais de um mês sem escrever, eis que reapareço.
O motivo foi simples e fantástico - FÉRIAS.
E essas foram mais do que especiais. Foram tiradas para visitar o namorado, que está fora. Um pequeno tour pelo velho continente, para renovar as energias e matar as saudades.
E depois de ver tantas coisas lindas, na melhor companhia que eu poderia ter, volto à rotina, ao trabalho e conto os dias para setembro.
Viajei para encontrar a primavera, e agora enfrentarei outono e inverno para aguardar nova primavera.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Les Misérables

Ontem fui ao cinema assistir ao filme "Os Miseráveis", adaptação do romance de Victor Hugo. Não li o livro (ou melhor, os 5 volumes), mas fiquei impressionada com o filme!
Retratando o período pós Revolução Francesa, o filme mostra a vida de Jean Valjean, um homem que passa 19 anos aprisionado, trabalhando feito escravo, por ter roubado 1 pão para alimentar o filho de sua irmã. Ao conseguir a liberdade, percebe que ainda é prisioneiro das circunstâncias (e também de Javert, um oficial que segue à risca o que diz a lei, sem contestar) - não consegue trabalho nem abrigo, até ser amparado por um padre, que resgata a essência de Jean, dando-lhe a oportunidade de mudar de vida. Os anos passam, e Jean, agora com outro nome, torna-se um homem bem-sucedido. E a vida coloca em seu caminho Fantine, uma jovem mãe solteira que, ao ser mandada embora da fabrica de Jean, vira prostituta para conseguir mandar dinheiro para o casal que cuida de sua pequena Cosette. Fantine, em seu leito de morte, conversa com Jean, que promete cuidar de sua filha. E assim o faz, entre perigos, fugas, encontros e desencontros, com Javert sempre por perto.
Não me prolongarei mais na história, pois não pretendo escrever um resumo. Agora quero falar da comoção que o filme me causou! Do começo ao fim, fiquei impressionada com a interpretação dos atores! Com todos os seus diálogos cantados, a atuação não foi feita em play-back, mas sim com as músicas cantadas ao longo das cenas, acompanhadas por um piano, para guiar os atores. E isso faz uma diferença tremenda! Foi esse o motivo de eu tanto querer ver o musical. Eu já tinha visto um making-of do filme, onde Hugh Jackman e outros atores falam dessa particularidade, de poder atuar e cantar na hora, ao invés de seguir a canção. Em cada nota sai não apenas a música, mas a emoção do personagem, suas angústias, alegrias, tristezas, desespero, abnegação. Fiquei emocionada durante todo o filme, e no final chorei, sentindo as lágrimas grossas correndo pelo rosto.
Um filme fantástico!!!!!!!!!!

sábado, 9 de março de 2013

Ansiedade

Grandes oportunidades vem com grandes responsabilidades. Esses últimos meses tem sido desafiadores. Namoro à distância; trabalho e mais trabalho, problemas com um vizinho. Claro, tudo ao mesmo tempo.
Mas, ao mesmo tempo, grandes conquistas. E uma viagem, para matar a saudade. Todo esse turbilhão de coisas acontecendo dos dois lados do oceano, com um grande sentimento como ponte. Mais alguns dias e a distância será apenas a da respiração entre nós.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Saudades

De vez em quando ela doi. Não por tristeza, mas pela alegria do que era antes. Saudade dos olhos, do riso, dos beijos.
A saudade doi porque está apressada, quer que o tempo voe. Mas o tempo segue seu próprio ritmo, sem aceitar imposições.
Ah, tempo. Acabe logo com a angústia que a saudade provoca, e corra o relógio para frente.

sábado, 12 de janeiro de 2013

O papel no desenho

E no começo eu era um desenho que não cabia na folha, era uma superlotação de rabiscos e cores, brigando pelo espaço do papel.
Depois de 2 anos, foi feita a pergunta: "E agora? Como é você?"
Não pensei duas vezes, e respondi: "Agora me deram uma folha maior."
Assim terminou a sessão. A pergunta, na verdade, não era para ser respondida ali, naquele momento, mas sim na próxima semana, para eu pensar bastante. No entanto, mesmo afirmando de pronto, não deixei de pensar. E a minha resposta me fez refletir muito mais.
"Agora me deram uma folha maior." Como foi que eu cheguei nisso?
Antes eu não cabia na folha - muitos desejos, muitas ações, muitas alegrias, muitas certezas, muito "muito" nessa história. 
Ao longo de dois anos de terapia, fui conhecendo meus rabiscos, aparando algumas arestas, percebendo os círculos e transformando-os em espirais. Capturei formas, separei algumas, uni outras, e apaguei o que não fazia mais sentido. Criei novas perspectivas, pois até mesmo o papel pode ganhar volume.
Redescobri o branco e preto, para então pintar as outras cores. E quando juntei o rascunho ao desenho, o desenho à forma, a forma às cores, encontrei e fui encontrada pelo tom. E os traços cresceram, viraram letras, partituras, contrastes e harmonias.
Rascunhei novos sonhos, pintei novas realidades. Entendi que não era eu que não cabia no papel. Era o papel que já não cabia mais em mim. E me deram uma folha maior.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cores de Ano Novo

Todos os anos penso na cor que colocarei na virada do ano. E pelo menos uma peça nova de roupa eu uso.
Nessa virada, foram várias cores:
- Branco, para me dar paz, tranquilidade e sabedoria para enfrentar os novos desafios
- Rosa, para que o amor que sinto se torne cada vez mais e seja sempre retribuído
- Vermelho, para a paixão ter sempre a chama acesa, e para que muita alegria esteja presente

Eu espero que 2013 seja um ano ainda mais maravilhoso do que foi 2012.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Contos em Aquarela

Agora há pouco entrei no blog para dar uma olhada geral, ler textos de outros blogs que acompanho e também verificar as estatísticas de visitas.
A lista traz as últimas visitas, com os posts mais lidos. Resolvi então abrir todos os posts que estavam na lista, e acabei me surpreendendo. Sempre me surpreendo quando leio meu próprio blog. É como voltar ao tempo, entender o processo, o momento de vida de cada texto, sua importância e seu significado.
Alguns textos carregam a doçura da vida, outros desabafam a dor que precisava ser posta para fora.
Há textos circenses, que brincam com as palavras, fazem poemas em malabarismos. Outros que carregam a força necessária para seguir adiante.
Há textos de pura reflexão, outros cinematográficos, e aqueles que simplesmente fazem música, descorrendo suas letras.
Sei que minha produção ultimamente tem sido pequena, mas ainda assim o blog me traz muito contentamento. Fico feliz de escrevê-lo e também de poder revê-lo. Percebo meu amadurecimento e minhas mudanças pessoais ao longo desse tempo todo, desses anos todos (pois é! O blog foi criado no fim de 2007). E é muito interessante me redescobrir através de minhas próprias palavras!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Fim de ano 2012

Chegou o fim do ano, e o mundo não acabou. Dia 21 de dezembro de 2012 passou intacto pelo calendário.
Se eu pudesse escolher uma data para o fim do mundo, seria 20/12/2012. Uma verdadeira poesia de números, se repetindo aos pares. Entretanto, os maias preferiram o dia seguinte - esse foi o erro. Ao decretar o 21 não colocaram o término, mas fizeram um novo início. 20 era redondo, encerrava a data no par. Definitivamente o fechamento de um ciclo. Porém não era 20, mas 21. Vinte e um começou fadado ao fim, e mostrou ao mundo que é um verdadeiro começo: 20 + 1, e todas as possibilidades do mundo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sábado à tarde

Às vezes, aos sábados à tarde, vou na casa dos meus sogros. Antes de o Ton viajar, costumava vê-los umas 2 ou 3 vezes na semana, e assim como eu sinto falta, sei que eles também sentem.
Então, de vez em quando vou até lá para bater um papo, saber como eles estão. Pego uma carona com meu pai, e depois que ele sai do centro, ele passa para me pegar.
Minha sogra tem costume de tomar café da tarde, e, embora eu não tome café, adoro o cheiro dessa bebida. É um cheiro de aconchego, de conversa na mesa da cozinha. Mais do que o café, ela sempre acaba montando um banquete - café, suco ou refrigerante, pão, manteiga, pão doce, bolo, torta, pudim, cocada...
Hoje foi dia de pudim. Assim que entrei na cozinha, senti o cheiro da calda caramelada. É bom receber esses mimos. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

9 Chorando sem Parar

Essa semana aconteceu o 9o Chorando sem Parar, festival de chorinho que já virou tradição por aqui. O primeiro ano que eu fui, foi em 2007, e desde então vou todo ano!
É uma delícia! O festival é realizado na praça XV de novembro, a praça mais gostosa da cidade, e a cada ano ele cresce. Esse ano aconteceram várias oficinas, em 3 lugares diferentes, durante a semana. E, hoje, domingo, teve a maratona de choro - 12 horas ininterruptas de música, com vários músicos e grupos.
Das 10h às 22h a praça chorou em notas, palmas e risadas.
Fui à tarde, encontrei um amigo, depois minha prima e minha priminha, e ficamos lá, durante um tempão. Voltei para casa para um banho e um lanche, e voltei para a praça com meus pais, e depois minha irmã e meu cunhado se juntaram a nós. A praça toma outra proporção, outro tom, outra dança. Tudo fica com uma energia positiva, cores vibrantes, uma atmosfera de harmonia e alegria invade o espaço.

À noite aconteceram dois incidentes: primeiro, anunciaram no microfone: "quem vir uma criança chamada Pedro, de camiseta preta, com 4 anos de idade, por favor, venham até nós". Sim, uma criança perdida naquele mundo de gente. Não deu 1 minuto do anúncio, alguém chega com a criança. Ufa! Cerca de 1h depois, outro anúncio: "Quem tiver um cocker spaniel preto, pode vir para cá. Ele está aqui perto do palco, olhando com cara de perdido." Não sei se acharam o dono do cocker, mas creio que sim.
Num dia tão bonito, até os incidentes terminaram bem.

Mesmo São Pedro, que fez os jornais anunciarem chuva para o fim de semana, resolveu esperar para desabar o céu. Durante o dia várias nuvens se formaram, mas nenhuma gota caiu. À noite, o tempo foi virando, as nuvens se juntando, relâmpagos surgindo... e, por volta das 23h, a chuva veio. Chegamos em casa embaixo dos primeiros pingos.

Enfim, mais um Chorando que marca a entrada de dezembro, deixando um gostinho de quero mais, esperando o próximo festival!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Novidades?

Essas duas últimas semanas foram de muita informação!
Muitas coisas acontecendo na vida profissional, um clima de mudanças no ar, e de chegada de novos desafios. Uma nova fase começará no próximo ano, e espero ter tranquilidade e paciência para lidar com essa nova oportunidade e essas novas perspectivas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Lenine!

Hoje foi uma noite incrível!!!!!
Show de Lenine no SESC! Chegamos cedo, conseguimos ótimos lugares, e vimos o ginásio encher!
A vista que tinha era a de um mar de gente até chegar ao palco, onde Lenine reinou!
Adoro as músicas dele, reconheço o ritmo, mas dificilmente guardo as letras.
Lenine canta com a alma e com o corpo. Sua voz vem de seus malabarismos corporais, de seus braços balançando como asas prontas para voar, de seu tronco envergado como galho em ventania.
Uma noite mais do que agradável, mais do que estrelada.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Calvin e o medo do tijolinho

Ontem fui ao meu tijolinho, tentar mais uma vez fazer o Calvin se acostumar com o futuro lar. Levei até um osso que deixa ele louco, mas nem isso adiantou.
Assim que chegamos, ele começou a chorar. Ontem, demorei mais do que costumo, pois, além de regar as plantas, ainda resolvi tirar o pó de todos os armários.
E por falar em armários, esse mês acabei de pagá-los!!!! Que felicidade!!! Voltando ao assunto, quando comecei a limpar os móveis, ele percebeu que chorar não adiantaria. Então, passou a se esconder embaixo de um armário, de outro. E, mesmo quando acabei, ele continuou embaixo do armário. Mostrei a coleira, falei que íamos embora, e nada. Precisei puxá-lo de lá, para voltarmos para casa.